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Comparamos novo Volkswagen Polo, Fiat Argo e rivais: qual vale a pena?

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Volkswagen Polo 2018: nova família terá hatch, sedã (Virtus) e SUV (T-Cross); acima, um comum, R-Line e GTI Imagem: Divulgação

Leonardo Felix, Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Berlim (Alemanha) e São Paulo (SP)

16/06/2017 15h16Atualizada em 19/06/2017 09h24

Apresentado nesta sexta-feira (16) em Berlim, o novo Volkswagen Polo é um projeto global da marca para o segmento de carros compactos e promete ser o principal lançamento da marca aqui no Brasil este ano. Em seu retorno ao país, será feito em São Bernardo do Campo (SP) e vendas devem começar, no mais tardar, em novembro. 

Como UOL Carros adiantou, o principal argumento da Volkswagen diz respeito à tecnologia, segurança e dinâmica do novo modelo. Principal, porém, é o fato de que o Polo representa toda uma nova família, não apenas o hatch. Haverá, portanto, o sedã Virtus (que terá entre-eixos maior) no começo de 2018, o SUV T-Cross (também com entre-eixos maior e mais porta-malas) até o começo de 2019, e até mesmo uma picape para reforçar o espaço de mercado da atual Saveiro.

Com tudo isso, surge a dúvida de como fica o mercado nesse segmento tão importante. Apesar de ser um compacto premium, o Polo vai embolar também o meio-de-campo com versões mais caras de hatches pequenos, algo que o Fiat Argo também fará. Assim, UOL Carros lista rivais do novo modelo tanto aqui no Brasil, quanto no exterior, para você entender tudo e responder: vale a pena?

E como ficam os demais hatches da Volkswagen? Gol, up! e Fox continuam firmes e fortes nos próximos anos, garantem membros da marca. Os executivos também garantem que cada um deles será posicionado de modo que conquiste um tipo diferente de cliente (Gol, mais simples; up!, descolado e econômico; Fox, altinho; Polo, mais esportivo). 

Veja abaixo como ficará o posicionamento na prática, em preços, em comparação com que as duas principais concorrentes já estão oferecendo:

Compactos no Brasil

  • Volkswagen Polo 2018: estimamos algo entre R$ 50 mil e R$ 90 mil

    Vai herdar do Golf e do Audi A3 a mesma base de construção. O tamanho também será interessante para o segmento: 4,05 metros de comprimento, 2,56 m de entre-eixos e 1,75 m largura. Opção ampla de motorização (virtualmente, qualquer motorização atual da marca pode ser usada com o Polo, do 1.0 aspirado, que é improvável, mas pode surgir em alguma versão de baixo custo, ao 2.0 turbo do Polo GTI, que talvez não venha ao Brasil), de equipamentos (há painel de instrumentos digital, tela central com sensor de movimentos e som premium da grife Beats; há teto solar e até suspensão ajustável) e de segurança (há controle de cruzeiro adaptativo e freios automáticos) prometem ser os mais interessantes da categoria, mas podem não dar as caras em sua totalidade no Brasil. Leia mais

  • Fiat Argo: R$ 46.800 a R$ 75.200

    Visual agradável e chamativo, feito aos moldes do gosto do brasileiro. Plataforma mais atual da Fiat, acabamento de nível interessante, lista robusta de equipamentos de segurança, conectividade e conforto. Ampla rede de concessionários. Ainda assim, dinâmica da versão 1.0 ainda é incógnita, versão 1.3 traz como opcional o velho câmbio automatizado monoembreagem e versão 1.8 tem ótimo câmbio automático (6AT), mas motor beberrão (E-torq) Leia mais

  • Chevrolet Onix: R$ 41.690 a R$ 63.590

    O líder do mercado sofreu abalo com a "nota zero" em segurança? Em termos de vendas ou de buscas online, não. E ainda entrega do básico ao aventureiro, opções que os brasileiros ainda prezam. Não é premium? Talvez, mas precisa ser usado como baliza, uma vez que é o modelo mais vendido do mercado. Opções atualizadas de transmissão (manual de cinco marchas e automático de seis marchas que é um dos melhores do mercado) compensam a motorização antiga (1.0 de 80 cv ou 1.4 de 106 cv, com etanol, atualização de motores dos anos 1980). Ótimo pacote de equipamentos, com bons itens de conforto e conectividade são trunfos que os rivais demoraram a alcançar e entregar. Suspensões bem acertadas e boa dinâmica de condução. Ampla rede de concessionários. De toda forma, espaço interno não é dos melhores. Acabamento é simples, especialmente nos revestimentos e faltam itens como controle de estabilidade e elementos de segurança na fileira traseira. Leia mais

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Hyundai HB20: R$ 42.500 a R$ 64.145

    Apesar do preço incial aí em cima ser do 1.0 flex aspirado (82 cv com etanol), por ora vamos considerar mais as versões com motor 1.0 turboflex (105 cv com etanol) e 1.6 flex (128 cv com etnaol) ou turbo , mais consideradas quando alguém procura compacto premium. Ótimo fôlego no comparativo com a concorrência, câmbios (manual de cinco marcvas ou automático com seis) têm respostas espertas. Visual chamativo, um dos mais apreciados pelo brasileiro. Excelente padrão de acabamento e equipamentos, ainda que com muito plástico duro (mas tem textura e cor!). Excesso de versões e opcionais, assim como na VW. Porém, não se notabiliza pelo consumo, nem mesmo na configuração turbo (que não usa injeção direta!). Não possui controle de estabilidade ou tração. Leia mais

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    Volkswagen Fox: R$ 46.890 a R$ 64.500

    "Alô, base, temos um problema!". Sim, o Fox é um rival ao novo Polo e isso vai causar um problema interno. Embora a Volks negue e diga que há espaço para todos, muitas das versões do Fox vão encavalar com o Polo, sobretudo nas faixas entre R$ 56 mil e R$ 64 mil. Espaço interno, motorização (estamos falando aqui do 1.6), câmbio (o excelente manual de seis marchas, sobretudo) nível de interatividade (o Fox foi o carro que estreou o sistema de som mais moderno da Volkswagen nacional, por exemplo, com Android Auto e Apple Carplay), visual... a linha vai ser redundante e um dos dois vai vender menos do que deveria. Se um dos dois precisar abrir espaço na marra, advinha só qual vai ser?

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    Toyota Etios: R$ 46.090 a R$ 65.190

    Ninguém viaja apertado, dinâmica e desempenho surpreendem (não tem Etios 1.0, aliás -- temos 1.3 flex de 98 cv e 1.5 flex de 107 cv com etanol), ergonomia melhorou com adaptações do quadro de instrumentos, é seguro e configuração automática é honesta, apesar das quatro marchas -- e sempre há o manual de seis marchas. Por outro lado, é esteticamente feio e tem acabamento pobre. No fim, preços são altos para a realidade do projeto e lista de itens de série e conectividade deixam a desejar. Leia mais

  • Citroën C3: R$ 48.490 a R$ 64.490

    Avisamos aqui: desde 2016, a Citroën promove atualizações constantes e o C3 atual, ainda que com visual cansado, é outro carro. O 1.2 3-cilindros PureTech (90 cv com etanol) é o mais econômico e eficiente do país. O 1.6 4-cilindros é um motor sincero, mas agora revisto (118 cv com etanol) e mais eficiente. E há o trunfo do novo câmbio automático de seis marchas. Faltam controle de estabilidade e tração, além de solução realmente boa de interatividade, mas sobram espaço, segurança para crianças e ótima visibilidade. Não teremos a nova geração europeia, uma pena. Ah, falaremos do primo-irmão Peugeot 208 apenas quando este ganhar o câmbio 6AT. Leia mais

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
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    Ford Fiesta: R$ 53.660 a R$ 73.990

    Dinamicamente ainda é um dos compactos mais bem acertados. Mas é um pecado saber que não teremos (ao menos a princípio) a nova geração, que já foi vista na Europa. De toda forma, o nacional anda forte em todas as configurações (1.6 flex de 125 cv ou 1.0 turbo a gasolina, também de 125 cv, mas com maior torque) e consegue ser também econômico ao usar propulsor turbinado. Padrão de acabamento agrada muito. Mas faltam LEDs, faróis automáticos nas versões intermediárias, central conectada e uma nova solução de câmbio: o câmbio Powershift é alvo de muitas queixas e o novo Ecosport, por exemplo, vai usar câmbio automático de seis marchas. Leia mais

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    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Honda Fit: R$ 57.700 a R$ 78.900

    Trata-se do "diferentão" da lista, pois é classificado como monovolume e não hatch. Mas ainda assim pode ser um dos rivais mais importantes do Polo, especialmente por conta da boa reputação japonesa nos aspectos de mecânica e pós-venda. O Fit está longe de ser o carro mais equipado -- carece especialmente de controle de estabilidade e itens de conectividade --, mas oferece muito conforto e ergonomia, acabamento preciso (embora não necessariamente refinado) e conjunto motriz acertado: motor 1.5 4-cilindros flex de 116 cv aliado a caixa manual ou CVT.

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    Renault Sandero: R$ 42.900 a R$ 66.400 (2.0 R.S.)

    Certamente a melhor relação custo-benefício, sobretudo para quem pede mais espaço interno. Motores estão mais modernos e econômicos (1.0 SCe, 82 cv com etanol; 1.6 SCe, 118 cv com etnaol; 2.0 150 cv com etanol), e câmbio manual ficou muito mais preciso. Central é simples e fácil de mexer. Traz controle de estabilidade nas versões mais caras. Agora, o acabamento é muito fraco perto a rivais e isolamento acústico, precário. Direção eletro-hidráulica é pesada e às vezes parece não existir. E a configuração automatizada Easy'R é, talvez, a pior do mercado. No caso do R.S., é o único esportivo real no segmento (a menos que o Polo GTI também venha). Leia mais

Rivais na Europa

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