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Carros podem enfim perder botões com Google, Amazon e novas tecnologias

Steve Marcus/Reuters
Dispositivos de reconhecimento de voz alcançou mais inovações nos últimos três anos do que nos últimos trinta Imagem: Steve Marcus/Reuters
Divulgação
Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

09/03/2017 08h00

Tendência é que paineis fiquem cada vez mais limpos e intuitivos

Comando por voz chegou ao automóvel de forma meio capenga. A novidade era interessante porque proporcionava uma forma mais natural de acessar funções, sem provocar distrações, desviar os olhos do caminho e, portanto, com potencialidade de evitar acidentes.

Entretanto, o sistema apresentava falhas: além de se limitar a frases exatas, o reconhecimento de voz muitas vezes deixava a desejar. Era motivo de constante reclamação nos EUA, onde a novidade começou a se expandir.

Em um primeiro momento parecia fácil a solução: bastaria reposicionar o microfone. Mas isso desagradou os proprietários que já tinham problemas, pois quase sempre a adaptação não era possível. As centrais multimídia precisariam de reformulação e assim se adiava o problema para o ano-modelo seguinte. Mas sempre permaneciam limitações à necessária intuitividade.

Melhorias

As coisas mudaram graças a avanços recentes de empresas de informática. Segundo Kristin Kolodge, em relatório da J.D. Power publicado nos EUA, "os dispositivos de reconhecimento de voz transformaram-se na tecnologia que se espalha por toda a indústria e alcançou mais inovações nos últimos três anos do que nos últimos trinta".

Tudo graças aos assistentes pessoais virtuais introduzidos em casas e escritórios. Amazon Echo e Google Home tendem a cair no gosto por seu desempenho prático e confiável. Originalmente desenvolvidos para receber instruções verbais e regular a distância de termostatos, acionar interruptores de luz, ativar sistemas de segurança, abrir e fechar portas de garagens, logo encontram aplicações em veículos para chamadas telefônicas, recebimento e envio de mensagens, instruções de navegação, buscas de pontos de interesse e controles de climatização. Sem falhas, sem complicações.

Apesar de 28% dos consumidores, na pesquisa, se declararem de alguma forma interessados ou muito interessados em utilizar os sistemas desenvolvidos para fins domésticos, ainda há algumas dúvidas. Os céticos acreditam que o custo para se manter conectado é alto, há possibilidade de hackers descobrirem vulnerabilidades e que o motorista também pode se distrair ao usar os comandos de voz. Sugerem até perda de privacidade sobre informações coletadas.

Entretanto, mais modelos estão sendo oferecidos com estes novos recursos e há tendência clara de crescimento nos próximos anos. Compradores continuam bem interessados em conectividade, em especial na faixa de 18 a 34 anos.

Para a indústria automobilística resta descobrir como administrar as duas opções agora em uso. Intenção é evitar problemas iniciais ocorridos quando o espelhamento de telefones celulares não era simultaneamente compatível com as centrais de multimídia. AndroidAuto ou CarPlay funcionavam em alguns modelos e em outros, não. Hoje, são dois sistemas consagrados de comandos por voz, porém podem vir outros.

Livrar-se de botões, teclas, comandos manuais e sua distribuição desarmonizada entre os fabricantes de veículos são bons efeitos colaterais das novas tecnologias.

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Roda Viva

+ MQB A0 será a base da Volkswagen para SUV, sedã e picape compactos com os quais a marca esperar recuperar a liderança do mercado brasileiro nos próximos dois anos. O sedã não se chamará Voyage e sim Virtus. Início de produção está previsto para o final deste ano. As vendas começam no início de 2018. SUV virá em seguida e por último nova Saveiro.

+ Mercado continua ruim, mas é preciso avaliar os números de fevereiro dessazonalizados: mês curto e Carnaval. Referência melhor continua sendo vendas diárias. Fevereiro apontou crescimento não desprezível de quase 13% em relação a janeiro deste ano. Sobre uma base baixa é fácil crescer, certo. Pessimismo irracional, contudo, não ajuda nada.

+ Concretizada a venda pela GM de sua subsidiária europeia Opel/Vauxhall para o Grupo PSA (Peugeot Citroën). Empresa americana afirma que é mais fácil ganhar dinheiro nos EUA e na China. Automóveis Chevrolet fabricados aqui desde 1968 eram todos de origem Opel com colaboração da engenharia brasileira: Opala, Chevette, Monza, Kadett, Omega, Corsa, Vectra, Astra, Celta, Zafira, Meriva e Agile.

+ Kia Sportage é exemplo da evolução da marca sul-coreana. Estilo marcante se junta ao ambiente interno de nítida inspiração alemã. Painel sóbrio tem tudo no lugar certo, materiais de boa qualidade e sem rasgos de modernismos. Banco do motorista tem 10 regulagens elétricas. Motor perdeu 11 cv de potência para diminuir consumo e isso dá para notar.

+ Projeto na Câmara dos Deputados cria a obrigatoriedade de motivação por escrito nas decisões dos julgamentos das autuações e penalidades de trânsito. Deve ficar esquecido nas comissões. Iniciativa do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) esbarra na falta de estrutura das juntas de apelação. Motoristas ficam sem saber por que seu recurso foi indeferido. Lamentável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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