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Atualizada em 06.03.2013 20h36

Alfa Romeo 4C estreia como fração da nova Ferrari

Christian Brun/AP
Alfa Romeo 4C: uma espécie de esportivo em tom menor, mas com charme inegável imagem: Christian Brun/AP

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em Genebra (Suíça)

O lançamento dos superesportivos híbridos La Ferrari e McLaren P1, com o Lamborghini Veneno tentando aparecer junto na foto, é um dos destaques do Salão de Genebra, que abre ao público nesta quinta-feira (7). No entanto, num estande próximo, outro modelo de dois lugares e coração pulsante chama atenção quase na mesma medida.

Trata-se do Alfa Romeo 4C, um cupê esportivo compacto, com motor central (atrás da cabine) de 1,8 litro, sobrealimentado com turbo e dotado de injeção direta de gasolina nos quatro cilindros, com potência entre 230 e 240 cavalos -- por alguma razão, a Alfa não divulgou os dados técnicos do carro aqui em Genebra. Tampouco ofereceu as medidas oficiais do modelo, reafirmando apenas que ele mede "menos de 4 metros".

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Considerando que a potência divulgada pela Ferrari para seu carro homônimo é de 963 cv, produzidos principalmente por um colossal motor 6,3 litros de 12 cilindros em V, o Alfa Romeo 4C é uma espécie de La Ferrari/4 (na potência), ou de La Ferrari/3 (no bloco do motor). Possivelmente essa fração terá base ainda maior (e quociente menor) na etiqueta de preço, já que o bólido de Maranello tem edição limitada a 499 exemplares e deve custar perto de R$ 3 milhões. O carro da Alfa terá produção indefinida e precisa de um preço mais realista.  

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O nome e alguns aspectos construtivos do 4C (como o uso de alumínio e fibra de carbono) são herança do Alfa 8C Competizione, de motor 8-cilindros: por ter quatro, o novo carro virou 4C. E ele é o escolhido como passaporte da marca italiana na volta aos Estados Unidos -- mercado crucial para o grupo Fiat-Chrysler, controlador da Alfa. Quanto ao Brasil, segue a novela já descrita quando falamos do hatch Mito.

As linhas esguias, a carroceria rente ao chão e a adequação técnica à "respiração" de um motor traseiro, bem como o par de lanternas redondas, têm tudo para enganar os incautos e semear a dúvida nas ruas, na linha "Aquele carro era uma Ferrari, né?"

Bem, não exatamente. Os desenhistas da Alfa pisaram na bola ao criar um conjunto de luzes com LEDs e faróis incrustados no que parece uma couraça -- que pode ser de plástico ou fibra de carbono, a depender da configuração do cupê. Com isso, o 4C perdeu um pouco da elegância e ficou parecendo um fora-de-série projetado por algum ricaço excêntrico. Mas pode ser que nos acostumemos.

Outro item que chama a atenção do lado de fora do 4C são as rodas, que têm medidas diferentes nos dois eixos. À frente, o aro é 18 e os pneus são 205/40. Atrás, o aro é 19 e os pneus são mais largos (235) e finos (40), para negociar melhor a tração traseira.

O trem-de-força é complementado pelo câmbio automatizado de dupla embreagem TCT (com número de marchas também não revelado), cujos comandos emulam os de supercarros e são apresentados como botões; o motorista pode escolher entre quatro comportamentos dinâmicos por meio do sistema DNA -- um deles é denominado Race (de "corrida"). Isso é feito por meio de uma tecla no console central. O painel é totalmente digital, mas simula instrumentos analógicos. Todos os comandos ficam voltados ao motorista, como num carro de competição.

A Alfa Romeo não divulgou preços do 4C para nenhum dos mercados a que ele se destina. Em tempo: como dito, a Alfa pertence à Fiat-Chrysler, que é dona da Ferrari e da Maserati -- em cuja fábrica será feito o 4C. Tudo em casa, portanto.

Viagem a convite da Fiat

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