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02/06/2009 - 15h57

Venda de veículos ainda depende de IPI menor, diz GM

Em São Paulo
As vendas de veículos no Brasil ainda precisam do desconto no IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para se manterem no patamar atual, afirmou nesta terça-feira (2) o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila.

Ressaltando que o movimento de vendas da indústria nos primeiros cinco meses do ano "foi quase igual" ao do mesmo período de 2008, apesar da crise econômica global, o executivo afirmou que o setor começa a conversar com o governo este mês sobre os resultados da primeira prorrogação do corte do imposto.

De janeiro a maio, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil totalizaram 1,149 milhão de unidades, leve queda de 0,15% contra igual intervalo do ano passado, segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

  • Veja a análise completa dos números da Fenabrave para maio

    "Não quero usar a expressão 'desabar' que acho muito forte, mas (sem a prorrogação no corte do IPI) o mercado certamente voltará a patamares menores", disse Ardila, que trabalha com previsão de estabilidade do PIB do país este ano.

    "A redução do imposto deu certo, mas não foi só isso, teve incentivo ao crédito também", acrescentou o executivo após entrevista coletiva em que afirmou que a GM manterá investimentos no Brasil e nível de emprego, apesar da crise na matriz nos Estados Unidos.

    Ardila afirmou que a GM é favorável a uma redução escalonada nos próximos meses do desconto no IPI, caso uma segunda prorrogação do corte não seja aceita pelo governo. "O governo tem que avaliar se pode manter a renúncia fiscal. Na verdade, ainda não começaram as negociações", disse Ardila.

    O governo decidiu em meados de dezembro passado, no ápice dos efeitos da crise internacional de crédito no país, zerar por três meses o imposto de veículos com motor 1.0 e reduzir o imposto de automóveis com motores mais potentes.

    A medida foi prorrogada no final de março por mais três meses, até o fim de junho, sob a condição de o setor não demitir.
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