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11/05/2009 - 15h40

Crise e concordata podem tirar General Motors de Detroit

Em Detroit (EUA)
A General Motors está avaliando transferir sua sede de Detroit, vender fábricas nos Estados Unidos e renegociar plano de reestruturação com o principal sindicato da empresa, conforme se aproxima de um possível pedido de proteção contra falência (concordata), afirmou Fritz Henderson, presidente-executivo da montadora, nesta segunda-feira (11).

  • Divulgação

    Vista geral do Renaissance Center, com o prédio principal da GM ao centro -- e num dia menos sombrio que os atuais

Henderson disse que ser mais provável que a GM entre com o pedido de recuperação judicial até 1º de junho -- prazo fixado pelo governo norte-americano para que a montadora se reestruture ou peça concordata. Seria o mesmo desfecho da situação da Chrysler. "É mais provável que nós precisaremos executar nossas metas sob um pedido de proteção contra falência", declarou Henderson. "Ainda há uma chance para que isso seja feito fora do tribunal."

Uma eventual decisão da empresa em abandonar Detroit pode representar outro golpe para a economia de uma região já prejudicada pela recuperação judicial da Chrysler e pelo declínio acentuado na produção de automóveis. A GM comprou seu edifício-sede em Detroit, conhecido como Renaissance Center, no ano passado, por US$ 625 milhões. A montadora centenária está baseada na cidade norte-americana desde 1996.

Sob o atual plano da montadora, apoiado pela força-tarefa do governo norte-americano para o setor, a GM vai cortar cerca de 21 mil empregos em fábricas nos EUA. Além disso, a empresa pretende reduzir em 40% o número de suas concessionárias, que são atualmente cerca de 6.200 nos EUA, até o final do ano. De resto, a marca Pontiac deixa de operar em 2010, a Saturn tem uma sobrevida ainda incerta, e as operações europeias Opel (Alemanha) e Vauxhall (Inglaterra) devem ser vendidas.

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