UOL Carros

07/05/2009 - 15h49

Fiat quer engolir GM no mundo todo e virar 2ª maior fabricante

Em Milão (Itália)
e Frankfurt (Alemanha)

MARCHIONNE COMANDARÁ A CHRYSLER



O atual presidente do grupo Fiat, Sergio Marchionne (foto), vai assumir também o comando da Chrysler, empresa norte-americana que entrou em concordata na semana passada e que fez um acordo com a italiana, que poderá ter uma participação na Chrysler de até 35%.

A Chrysler do Brasil soltou nesta quinta (7) um comunicado para tranquilizar seus clientes locais quanto ao pós-venda (garantia, revisões, peças de reposição). Segundo o texto, esses serviços não serão prejudicados, nem faltará material.

A Fiat planeja formar um império automotivo que se estende sobre Europa, América do Sul e África, num redesenho da indústria automotiva global enquanto a retração do mercado continua causando prejuízos a concorrentes. A montadora italiana quer fundir seus negócios de automóveis com as marcas européias da General Motors -- Opel, Vauxhall e Saab -- e também com as operações da norte-americana na América do Sul e na África do Sul, segundo uma cópia da proposta obtida pela Reuters nesta quinta-feira (7).

A Fiat, que apresentou o chamado Projeto Fênix ao governo alemão na segunda (4), afirma no plano que busca "permanecer como uma das cinco ou seis entidades sobreviventes no mercado automotivo global".

O grupo italiano está tentando superar a crise econômica global aumentando suas operações, em vez vender ativos. Se conseguir um acordo com a GM, ela se tornará a segunda maior montadora do mundo, depois da Toyota.

A fusão viria ao custo de fechamentos de algumas fábricas e redução de tamanho de algumas instalações. Pela proposta obtida pela Reuters, o grupo terá custos de reestruturação estimados de até 500 milhões de euros (US$ 666,1 milhões) relativos a cortes de funcionários na Europa. A GM europeia afirmou que precisaria cortar 1,2 bilhão de euros em custos para a unidade alemã Opel voltar ao lucro até 2011. A montadora também afirma que deve precisar de 3,3 bilhões de euros de ajuda estatal para evitar cortes de empregos e fechamento de fábricas.

A proposta da Fiat economizaria um total de cerca de 1,4 bilhão de euros por ano depois de 2015 e criaria 5,6 bilhões em fluxo de caixa líquido entre 2009 e 2015.
Fale com UOL Carros

SALOES