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02/05/2009 - 18h42

Diretor da Porsche nega venda da empresa à Volkswagen

Em Frankfurt (Alemanha)*
Wolfgang Porsche, diretor do conselho supervisor da Porsche e patriarca de uma das duas famílias controladoras da empresa, afirmou que a companhia não será vendida à Volkswagen. Notícias publicadas na imprensa têm afirmado que as famílias Porsche e Piech devem decidir na quarta-feira sobre a possibilidade de vender a Porsche AG para a maior fabricante de carros da Europa. Eles estão tentando encontrar meios para reduzir a enorme dívida da empresa controladora da Porsche.

"Atualmente estamos no caminho certo. A Porsche AG não será vendida para a Volkswagen", afirmou Porsche ao jornal Frankfurt Allgemeine Sonntagszeitung (FAS), num artigo que será publicado no domingo. O comunicado do diretor do clã Porsche parece colocá-lo em rota de colisão com seu primo Ferdinand Piech, que defende a venda da Porsche para a Volkswagen.

Como acionista, a Porsche é hoje a controladora da Volkswagen, porque detém mais de 35% do capital votante da empresa, participação atingida em setembro de 2008. No entanto, a Porsche negou a intenção de assumir o controle da Volks ou mesmo da Audi, subsidiária desta, de forma efetiva.

A compra da Porsche pela Volks seria possível, a despeito da atual situação acionária, porque como empresas separadas a segunda é muito maior que a primeira, apontando faturamente bruto de 113 bilhões de euros em 2008, valor cerca de 15 vezes o da fabricante de carros esportivos. O grupo Volkswagen tem quase 370 mil funcionários em todo o mundo, contra pouco menos de 12 mil da Porsche.

De acordo com artigos das publicações Spiegel e Wirtschaftswoche, Piech apoia a opção pela Volkswagen, que efetivamente limparia as dívidas das famílias Piech e Porsche. Elas controlam todos os votos da Porsche Automobil Holding SE. Além disso, Piech sugeriu que a Porsche deveria substituir seus presidente-executivo e vice-presidente financeiro, Wendelim Wiedeking e Holger Haerter, pelos correspondentes nomes da Volkswagen, Martin Winterkorn e Hans Dieter Poetsch.

A Wirtschaftswoche afirmou que a venda pode valer em torno de 11 bilhões de euros.

*Com Redação
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