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07/04/2009 - 17h04

General Motors já estaria preparando pedido de concordata

Em Nova York e Detroit (EUA)

AFP

Ao fundo, o prédio-sede da General Motors, em Detroit (EUA)

A General Motors está em "intensa" e "determinada" preparação para um possível pedido de concordata, disse à Reuters uma fonte familiar à situação da companhia. Um plano para dividir a empresa em duas partes, uma delas com as unidades de maior êxito -- Chevrolet, GMC, Buick e Cadillac -- e uma "velha empresa", com os negócios menos rentáveis -- como Pontiac e Saturn -- vem sendo acelerado e é visto como a melhor configuração para o futuro, segundo outra fonte.

O presidente-executivo da GM, Fritz Henderson, já disse que a empresa prefere se reestruturar fora da Justiça, mas que pode recorrer a ela se necessário. A GM preferiu não comentar a notícia que circulou nesta terça-feira (7).

As ações da GM recuavam mais de 11%, às 16h (horário de Brasília).

Se o plano for adiante, a nova GM assumiria parte da dívida dos credores por procedimentos da concordata, informou a segunda fonte, acrescentando que os detentores de bônus da GM devem perder valor significativo na operação.

A General Motors, que opera com US$ 13,4 bilhões em empréstimos do governo desde o início do ano, tem até 1º de junho para concluir um plano de reorganização. O primeiro passo foi dado com a queda de Rick Wagoner, que ocupava o cargo de presidente mundial da empresa. Ele foi retirado do comando por exigência da força-tarefa governamental que estuda a situação da indústria automotiva, e que tem influência direta do presidente Barack Obama.

A Chrysler, outra montadora norte-americana em crise, também enfrenta uma possível concordata. A montadora tem até 30 de abril para completar uma aliança com a Fiat, vista como a única salvação da empresa. Já a Ford Motor parece estar em situação melhor e vem liquidando parte de seus débitos sem a ajuda do governo.

ANALISTAS ESPERAM FALÊNCIA
A agência de investimentos Moody's avalia que há 70% de chance de as montadoras de Detroit decretarem falência, devido à dificuldade de obterem créditos num ambiente longe dos tribunais. No entanto, a expectativa é de que haja uma ação do governo dos Estados Unidos para impedir uma situação descontrolada, devido ao temor das consequências disso na cadeia de produção automotiva, que vai muito além das montadoras em si.
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