UOL Carros

26/02/2009 - 10h06

GM divulga prejuízo maior e já espera reprovação de auditores

Por Kevin Krolicki e David Bailey
Em Detroit (EUA)

AP

Funcionários da Opel, marca alemã da General Motors,
avisam: "Sim, podemos, mesmo sem a GM"

A General Motors informou nesta quinta-feira (26) que espera que auditores emitam um alerta sobre a capacidade de a companhia se manter viável, num momento em que atravessa as piores condições de mercado em décadas. A GM divulgou nesta quinta prejuízo trimestral maior que o esperado, e uma queda de mais de 30% no faturamento. A montadora também alertou que seus planos de pensão para funcionários de produção e administração tinham um déficit de US$ 12,4 bilhões no final de 2008.

A GM informou que pode receber um "alerta de preocupação" de auditores que avaliam o risco de a empresa não ser capaz de continuar operando. A montadora, que tem se mantido com ajuda de empréstimos do governo dos Estados Unidos desde o início do ano, sofreu um prejuízo líquido de US$ 30,9 bilhões em 2008. No último trimestre, o balanço ficou negativo em US$ 9,6 bilhões.

A perda marca o segundo maior prejuízo anual da montadora de 100 anos de existência, atrás apenas da perda de US$ 38,7 bilhões registrada em 2007. A GM encerrou dezembro com US$ 14 bilhões em caixa e disponibilidades que incluem os primeiros US$ 4 bilhões em empréstimos recebidos do Tesouro norte-americano.

O prejuízo do quarto trimestre aumentou para US$ 9,6 bilhões, ante US$ 722 milhões. Excluindo eventos não recorrentes, o prejuízo trimestral da GM foi de US$ 9,65 por ação. Analistas consultados pela Reuters Estimates esperavam, em média, perda de US$ 7,4 nessa comparação. A receita no trimestre caiu de US$ 46,8 bilhões para US$ 30,8 bilhões.

'É A CRISE'
O vice-presidente financeiro da GM, Ray Young, que já dirigiu a filial brasileira da empresa, informou que o grande prejuízo líquido no trimestre refletiu a crise financeira global. A divulgação do resultado da montadora aconteceu no mesmo dia em que o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, deve se encontrar com membros da força-tarefa dirigida pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e pelo conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Summers.

A GM pediu um total de até US$ 30 bilhões em ajuda do governo norte-americano para sobreviver à queda nas vendas.
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