UOL Carros

26/01/2009 - 11h02

Nissan prevê sete anos de crise; Toyota volta seis anos no tempo

Em Riad (Arábia Saudita)
e Tóquio (Japão)
As vendas de veículos no mundo podem demorar vários anos para retornarem aos níveis de 2007, de 69 milhões de unidades, disse o presidente-executivo da Nissan, no domingo. "Pode levar mais de sete anos para voltarmos àquele nível (de 2007)", disse Carlos Ghosn, numa conferência econômica na Arábia Saudita.

"Se fosse somente em relação à recessão, seria um problema de menor proporção, porque somos uma indústria cíclica", disse Ghosn, notando que a crise de crédito e a volatilidade das moedas estrangeiras pioram o impacto da recessão.

Um sintoma da crise é a expectativa de que a hoje maior montadora do mundo, a Toyota Motor, produza 6,5 milhões de veículos no mundo este ano -- uma queda de mais de 20% em relação às 8,2 milhões de unidades do ano passado. A informação foi veiculada no jornal japonês "Chunichi".

O montante será o menor volume de produção desde 2003 e 2004, informa o jornal, de atuação regional onde a Toyota mantém sua principal base industrial.

A Toyota está definindo meta de vendas globais para o ano de cerca de 7 milhões de veículos. O volume menor também atende a um alto nível de estoques que precisa ser liberado, segundo o jornal. No Japão, a Toyota planeja corte de produção para cerca de 3 milhões de veículos, menos que uma estimativa de 4 milhões do ano passado, publicou o Yomiuri Shimbun nesta segunda-feira (26). Um porta-voz da Toyota informou que a empresa ainda não definiu uma previsão oficial.

Se as condições globais do mercado de veículo piorarem, a produção da Toyota no Japão poderá ser reduzida abaixo das 3 milhões de unidades, nível considerado como mínimo para manutenção dos atuais funcionários contratados por tempo integral, informou o Yomiuri. Poderá ser a menor produção da Toyota no Japão desde 1979, quando o volume fabricado foi de 2,99 milhões de unidades.

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