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01/10/2008 - 07h45

Bush libera US$ 25 bilhões a GM, Ford e Chrysler com juros baixos

Em Washington, com Redação
O presidente norte-americano, George W. Bush, sancionou na terça-feira (30) um projeto com enormes gastos para manter o governo funcionando até março do ano que vem, incluindo um pacote de empréstimos de US$ 25 bilhões para as montadoras do país. A sanção vem depois de o Senado aprovar, no fim de semana, a lei de mais de US$ 630 bilhões em gastos que serão usados para financiar os setores de defesa, educação, agricultura, saúde, ajuda externa e outros programas do governo após o ano fiscal ter terminado em 30 de setembro.

A lei separa US$ 7,5 bilhões necessários para garantir o equivalente a US$ 25 bilhões em empréstimos a juros baixos para ajudar General Motors, Ford e Chrysler, as três combalidas gigantes automotivas dos Estados Unidos, a produzirem carros e caminhões que façam uso mais eficiente dos combustíveis. A fabricação de utilitários esportivos (SUVs) e picapes sempre foi a fatia mais rentável dos negócios das três marcas. Os carros compactos (conceito que, nos EUA, abrange alguns veículos que no Brasil são tidos como médios) e menos gastadores costumam ficar em segundo plano.

As montadoras afirmaram que o pacote de garantias de empréstimos lhes dará acesso a capital num momento em que os mercados de crédito estão fechados e as companhias são levadas a investir em novas tecnologias para obedecer à nova legislação federal sobre economia do combustível.

O pacote de US$ 25 bilhões, o maior subsídio federal para a indústria automotiva desde a ajuda dada a Chrysler em 1980, passou no Congresso na semana passada, quando todas as atenções estavam voltadas para o pacote de US$ 700 bilhões para resgatar os mercados financeiros.

O discurso de GM, Ford e Chrysler é o de que poderiam seguir adiante sem a ajuda federal, mas que, sem o subsídio, milhares de empregos do setor ficariam sob risco. Os dois candidatos à presidência dos EUA, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, apoiaram o pacote de empréstimo às montadoras. O pacote tem grande apoio em Estados importantes nas eleições, como Michigan (sede das três empresas) e Ohio.

QUEDA LIVRE
As vendas de automóveis nos Estados Unidos têm caído por três anos consecutivos, forçando montadoras de Detroit a cortar empregos e reduzir novos investimentos. Até agosto, as vendas de automóveis nos EUA tinham queda de 11% e caminhavam para o menor nível em 15 anos.

Importantes montadoras disseram que precisarão de até US$ 100 bilhões em novos investimentos para reformular fábricas e investir em novas tecnologias. As montadoras japonesas Toyota e Honda, bem-sucedidas nas vendas para o mercado norte-americano, podem recorrer ao pacote de empréstimos, mas já afirmaram que não têm intenção de fazê-lo.

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