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08/09/2008 - 13h14

Na VW do Paraná, 4.000 que fazem Fox e Golf seguem parados

Em São Paulo

Divulgação

Vista aérea da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR)

Trabalhadores da fábrica da Volkswagen no Paraná rejeitaram nesta segunda-feira (8) nova proposta da empresa para reajuste salarial baseada em acerto fechado neste fim de semana por montadoras com metalúrgicos de São Paulo. Os 4.000 trabalhadores da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, que produz o compacto Fox e o hatch Golf, rejeitaram oferta de aumento real de 3,6% mais reposição de inflação de 7,15% e abono salarial de R$ 1.450 a ser pago no próximo dia 22.

Com a rejeição do acordo por assembléia realizada na manhã desta segunda, os metalúrgicos da Volkswagen no Paraná completam o sexto dia de paralisação. Até sexta-feira, 4.200 veículos deixaram de ser fabricados na unidade por causa da greve. Na última sexta-feira, a montadora entrou com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

"Aguardamos uma nova oferta da Volks para ser colocada em votação na assembléia de amanhã [terça-feira, 9]. Tentar resolver as coisas por dissídio é um retrocesso", disse em comunicado o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka. Representantes da Volkswagen não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Os metalúrgicos querem 5% de aumento real, mais os 7,15% da inflação e o abono de R$ 1.500. Os termos de reajuste proposto pela Volkswagen no Paraná foram aceitos no final de semana pelos trabalhadores da empresa em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. A unidade, que produz os modelos Gol, Fox, Polo, Saveiro e Kombi, ameaçava parar nesta segunda se não se chegasse a um acordo.

O índice de 11,01% de reajuste, além de ser aceito na região do ABC Paulista, também foi aceito em assembléias nesta segunda por trabalhadores de cidades do interior de São Paulo, como São José dos Campos, onde estão fábricas da General Motors. Os trabalhadores da região exigiam 18,83% de aumento. Nas rodadas iniciais de negociação, as montadoras representadas pelo sindicato patronal Sinfavea ofereceram 0,5% de aumento real.

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