UOL Carros

03/07/2006 - 11h34

Fórmula 1 quer esquecer o passado e manter GP de Indianápolis

Por Steve Keating
Da Reuters
Em Indianápolis (EUA)
A Fórmula 1 deixou Indianápolis nesta segunda-feira com a esperança de voltar no próximo ano, mas sabendo que seu futuro nos Estados Unidos continua em dúvida.

O Grande Prêmio dos EUA, que em 2005 terminou em fiasco com seis carros na pista, atraiu cerca de 130.000 pessoas no domingo, quando o alemão Michael Schumacher bateu o recorde de cinco vitórias na pista.

A bandeira quadriculada de domingo marcou também o final do atual contrato e o começo de duras negociações entre o chefe supremo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, e Tony George, dono da Indianapolis Motor Speedway.

Ecclestone estabeleceu o palco para negociações duras, ao afirmar na semana passada que o esporte não precisa de uma corrida nos EUA.

Mas o chefão da F-1 era só sorrisos no domingo, quando andou pelo paddock dizendo a repórteres ter esperança em relação a um novo acordo.

"Vamos tentar (fazer um acordo para voltar no próximo ano)", disse Ecclestone. "É o caso de acertar as coisas com Tony. Tem que ser bom para todos."

O acerto teve ajuda do sucesso da corrida no fim de semana, que terminou com Schumacher em primeiro e o brasileiro Felipe Massa, seu companheiro de Ferrari, em segundo.

Os aplausos na arquibancada contrastaram com as vaias e com os objetos lançados à pista depois da vitória do alemão no ano passado, quando apenas seis carros participaram porque as equipes que usavam pneus Michelin abandonaram a prova por motivos de segurança.

CORRIDA BOA

"Acho que foi muito bom para as pessoas", disse Massa.

"Elas vieram no ano passado e não viram uma corrida de verdade...Neste ano, viram o show e com certeza estão felizes."

As equipes deixaram claro que querem manter a prova no calendário, e os fãs norte-americanos também.

Os pilotos, que costumam ser fechados, fizeram sua parte e participaram de sessões de autógrafos. O público retribuiu e mais de 250.000 pessoas passaram pelo autódromo nos três dias de testes e corrida.

A Michelin, que ficou com a carga do desastre do ano passado, ofereceu indenizações e distribuiu 20.000 ingressos. A empresa deu um de graça para quem veio no ano passado e comprou uma entrada neste ano.

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