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23/03/2006 - 15h24

Carros flex serão 100% da produção da VW para o Brasil em 2006

SÃO PAULO (Reuters) - A Volkswagen do Brasil vai encerrar 2006 com 100 por cento de sua produção nacional de carros e comerciais leves, voltada para o mercado brasileiro, constituída por veículos flexíveis, capazes de rodar com álcool ou gasolina. O anúncio foi feito na quinta-feira pelo diretor de vendas e marketing da montadora, Paulo Kakinoff.

A Volkswagen, primeira montadora a lançar no Brasil um carro flexível, em março de 2003, com o Gol 1.6, prevê produzir cerca de 450 mil carros e comerciais leves com a tecnologia bicombustível, o que corresponderá à totalidade da produção da companhia direcionada ao mercado brasileiro.

Em 2005, cerca de 75 por cento da produção da montadora no país destinada ao mercado interno já foi de veículos flexíveis, algo em torno de 300 mil unidades, disse Kakinoff à imprensa durante anúncio da versão flexível do Golf 1.6.

Com o lançamento, a montadora passa a ter 10 modelos de carros e comerciais leves com tecnologia bicombustível no país, com participação no segmento de 35,5 por cento das vendas acumuladas entre março de 2003 a fevereiro deste ano. Em segundo aparece a Fiat, com 30,5 por cento.

ALTA DO ÁLCOOL

O anúncio da nova versão coincide com um momento de alta nos preços do álcool, que tem decepcionado consumidores que esperavam economizar ao abastecer seus carros somente com o combustível.

"A gente vê com frustração o aumento do preço do álcool porque temos uma gama de maior de carros flex e em 2005, no pico da safra (de cana), o preço do álcool era 45 por cento do preço da gasolina", disse o executivo da Volkswagen.

Kakinoff informou, porém, que a atratividade do preço do álcool deve voltar a partir de abril ou maio, conforme conversas semanais que a montadora mantém com a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica).

A expectativa, segundo o diretor técnico da Unica, também presente no evento, Antonio de Padua Rodrigues, é que os preços do álcool comecem a cair a partir de maio, quando começa a colheita da safra pelos usineiros. Ele não estimou um percentual de redução.

No lançamento da nova versão do Golf 1.6, Kakinoff também previu que a Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no país, deverá rever suas projeções de vendas de veículos no mercado interno no próximo mês, já que o movimento do setor acumula crescimento de 8 por cento, enquanto a expectativa da entidade para o ano é de 7,1 por cento.

O executivo também anunciou que a montadora está desenvolvendo um sistema de partida a frio para veículos flexíveis que eliminará a necessidade de se ter um tanque reserva de gasolina no motor. A expectativa é que a tecnologia equipe os primeiros veículos da empresa em 2008 ou 2009.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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