UOL Carros

17/11/2005 - 21h30

Brasil e Argentina adiam liberalização de comércio de carros

BRASÍLIA (Reuters) - A comercialização de automóveis entre Brasil e Argentina não será liberalizada no final do ano como estava previsto pelo cronograma firmado pelos sócios do Mercosul.

O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini, afirmou nesta quinta-feira que os dois países irão negociar um novo acordo automotivo.

As regras em vigor, que venceriam no final do ano, limita o volume de automóveis comercializados com tarifa zero entre os dois países.

A Argentina defende a prorrogação desse regime. A posição do Brasil até então era de que o cronograma inicial fosse mantido e o livre comércio, estabelecido entre os sócios.

"O acordo terá de ser prorrogado em alguma condição. Devemos estabelecer um regime de transição", disse Mugnaini a jornalistas após reunião ministerial da Camex.

O secretário informou ainda que o Brasil também deve aceitar outra reivindicação da Argentina, a de que as listas de exceção à tarifa externa comum não deixem de vigorar no final do ano, como também estava previsto.

Cada país do Mercosul tem uma lista com 200 itens sobre os quais pode aplicar tarifas de importação diferentes das dos demais parceiros do bloco.

A Argentina defende a prorrogação dessas listas. Mugnaini disse que o Brasil está "propenso" a acreditar uma prorrogação contanto que o número de itens seja reduzido gradualmente a zero.

Tanto o acordo automotivo quanto a adoção das tarifas serão discutidos pelo Grupo Mercado Comum, órgão técnico formado pelos membros plenos do Mercosul na próxima semana em Montevidéu, Uruguai.

(Por Isabel Versiani)

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