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06/10/2005 - 14h35

Vendas de veículos cedem em setembro, mas números mostram força

SÃO PAULO (Reuters) - O número menor de dias úteis em setembro provocou recuo das vendas da indústria automotiva do país, mas o desempenho não foi interpretado como um sinal de fraqueza pelo presidente da Anfavea, entidade que representa as montadoras no país, Rogelio Golfarb.

"Não dá para dizer que foi um mês de queda", disse Golfarb a jornalistas durante apresentação dos números do setor, que mostraram recuo de 4,8 por cento nas vendas de veículos novos em setembro na comparação com agosto, para 144,35 mil unidades.

Setembro teve 21 dias úteis contra 23 em agosto, com isso, pela média diária, as vendas cresceram 4,3 por cento nesta comparação e em relação a setembro do ano passado houve avanço de 4,8 por cento.

Nos três primeiros trimestres foram vendidos 1,234 milhão de veículos, 9,8 por cento a mais que no mesmo período de 2004.

Já a produção, que encerrou o mês passado em 205,65 mil veículos, caiu 5,6 por cento em relação a agosto. Entretanto, o volume é o maior já obtido pelo setor para um mês de setembro. Além disso, segundo a Anfavea, a produção acumulada nos primeiros nove meses do ano é a maior já registrada pela indústria.

Na comparação com setembro de 2004, a produção da indústria automotiva cresceu 1,3 por cento e no ano acumula 1,834 milhão de veículos, alta de 12,6 por cento em relação ao mesmo período de 2004.

As exportações também foram recordes para setembro e para os três primeiros trimestres. No mês passado, a indústria exportou 1,037 bilhão de dólares, 4,1 por cento a menos que em agosto, mas 40,4 por cento acima do total vendido em setembro de 2004.

Nos nove primeiros meses deste ano, as vendas externas somaram 8,3 bilhões de dólares, 38,7 por cento mais que no mesmo período de 2004.

O presidente da Anfavea disse que apesar dos recordes registrados o câmbio desfavorável e outro fatores que reduzem a competitividade do país devem prejudicar as vendas ao exterior a médio e longo prazo.

"O câmbio criou um impulso exportador. Um ano depois da flexibilização cambial as exportações começaram a crescer. A situação atual se não se reflete nos números mostra as dificuldades que vamos ter no futuro", acrescentou Golfarb.

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