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19/09/2009 - 14h53

Ninja 250R tem 33 cv de potência e preço convidativo

Da Infomoto
A Kawasaki Ninja 250R facilmente passaria por uma de suas irmãs maiores de 600cc ou 1.000cc. Não fosse pelo adesivo na rabeta, as linhas da carenagem integral remetem ao design das suas irmãs maiores com propulsores de quatro cilindros em linha. Porém, a caçula da família traz um compacto motor de dois cilindros paralelos, 249 cm³ de capacidade e refrigeração líquida. Mesmo com essas especificações modestas, a Ninja 250R comporta-se como uma superesportiva em miniatura. Outra boa notícia é que a moto está sendo vendida por um preço sugerido de R$ 15.550.
  • Gustavo Epifanio/Infomoto

    Grande atributo da Ninja 250R é o apelo visual; preço sugerido de R$ 15.550 deve atrair vendas

A potência máxima de 33 cavalos, além de superior a outras motos com a mesma capacidade cúbica, chega somente com o motor girando a 11.000 rotações, como em uma autêntica esportiva. O lado negativo disso é que abaixo dos 6.000 rpm a Ninja 250R não tem força, já que o torque máximo - 2,24 kgf.m - só aparece a 8.200 rpm.

Porta de entrada para o mundo das esportivas da marca japonesa, a Kawa 250R foi projetada para os motociclistas iniciantes. O caráter de mini-esportiva cumpre a função de acostumar os menos experientes ao comportamento das motos maiores. E não só pelo desempenho do motor.

Os freios, a disco em ambas as rodas, parecem ter sido superdimensionados para os 170 kg (peso a seco) da moto. Têm um funcionamento eficiente e até arisco. É preciso dosar a mão para não levar sustos.

Nos testes de pista, a 250R fez de 0 a 100 km/h em 9,59 segundos. Para brincar de esportiva com a Ninja baby o motociclista precisa girar o acelerador com vontade e passar as marchas em altas rotações para atingir a velocidade máxima de 158 km/h. Caso contrário, vai se sentir pilotando uma 250cm³ comum.

FICHA TÉCNICA

Kawasaki Ninja 250R
Motor: DOHC, 249 cm³, 4 tempos, 2 cilindros paralelos, refrigerado a água.
Diâmetro e curso: 62,0 mm x 41,2 mm. Taxa de compressão: 11,6:1.
Potência: 33 cv a 11.000 rpm.
Torque: 2,24 kgfm a 8.200 rpm.
Transmissão: Câmbio de seis velocidades com transmissão final por corrente.
Combustível: Sistema de injeção eletrônica com partida elétrica.
Embreagem: Multidisco banhado a óleo.
Quadro: Tubular em aço do tipo diamante.
Suspensão: Garfo telescópico de 37 mm, com 120 mm de curso, na dianteira; Uni-Trak com amortecedor a gás, com cinco ajustes na pré-carga da mola e 130 mm de curso, na traseira.
Rodas e pneus: 110/70-17M/C (54S) na dianteira
e 130/70-17M/C (62S) na traseira.
Freios: Disco de 290 mm, com pinça de duplo pistão (dianteiro) e disco de 220 mm, com pinça de duplo pistão (traseiro).
Dimensões: 2.085 mm de comprimento, 715 mm de largura e 1.115 mm de altura. Entre-eixos de 1.400 mm, 130 mm de altura para o solo e 775 mm de altura do assento ao solo.
Tanque: 17 litros.
Peso: 152 kg.
Preço: R$ 15.550.

POSIÇÃO CONFORTÁVEL
Apesar de herdar o visual de suas irmãs maiores, a Kawa 250R deixa de lado a posição de pilotagem esportiva. Na 'Ninjinha' os semi guidões são mais altos, montados sobre a caixa de direção, e não diretamente no garfo dianteiro. As pedaleiras posicionadas mais à frente não deixam as pernas tão flexionadas. O resultado é uma postura mais ereta e natural do que em outras motos do segmento.

O painel espartano faz o motociclista perceber que a Kawa 250R não é uma superesportiva de última geração. Com desenho retrógrado, os três mostradores circulares e de leitura analógica informam rotação do motor, temperatura do motor e velocímetro, com escala até otimistas 200 km/h.

Suas suspensões simples também denunciam que a Ninja 250R é mais imagem que conteúdo. Na dianteira, garfo telescópico convencional sem nenhum ajuste e, na traseira, balança monoamortecida com a básica regulagem da mola. Nada de sofisticação, mas mostraram funcionamento de acordo com a proposta da moto.

MAIS ACESSÍVEL
A Kawasaki Ninja 250R tem mesmo o apelo visual como grande atributo para atrair motociclistas que buscam exclusividade no segmento de baixa cilindrada a um preço acessível. Atualmente fabricada na Tailândia e importada oficialmente pela Kawasaki do Brasil, a mini Ninja será fabricada no País ainda este ano. Por este motivo, a marca decidiu baratear o modelo. A Ninja 250R está sendo vendida por R$ 15.550, mais frete. Quem não gostou muito da notícia foram os motociclistas que pagaram R$ 18.800 pela Ninjinha antes de 20 agosto. (por Arthur Caldeira)

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