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01/06/2009 - 00h06

General Motors sofrerá 'estatização' durante a concordata

Da Redação, com agências
O governo dos Estados Unidos espera o anúncio de concordata da General Motors para esta segunda-feira (1) e deve entrar com cerca de US$ 30,1 bilhões na reestruturação da companhia, passando a deter 60% do controle da "nova" GM que resultará do processo de saneamento. A concordata protege a GM de pedidos de falência por parte de credores.

A virtual estatização da GM permitirá ao governo Obama indicar toda a diretoria da companhia, com exceção de um membro que deverá ser escolhido pelo governo canadense -- que passará a deter cerca de 12% da empresa, entrando com US$ 9,5 bilhões -- e outro a ser nomeado pelo sindicato United Auto Workers (UAW), por meio de seu fundo de pensão (que é credor da GM). O governo dos EUA já forneceu US$ 19,4 bilhões à General Motors.

O anúncio das medidas foi feito na noite deste domingo (31). De acordo com o boletim Automotive News, a administração Obama não pretende transformar a "nova" GM numa agência governamental, e sim mantê-la operando como uma fabricante de carros normal e comercial.

Revendas da GM nos EUA que serão fechadas devem ter 18 meses para desmontarem seus negócios. A GM pretende solicitar à corte financeira que analisará seu caso que lhe seja permitido honrar as garantias oferecidas aos compradores de carros do grupo. Uma parte do dinheiro oficial repassado à GM será usada para isso.

O anúncio oficial da concordata da General Motors é esperado para as 13h (de Brasília) desta segunda, em Nova York.

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