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29/05/2009 - 19h31

Presidente da GM convoca entrevista para segunda e deve anunciar concordata

Da redação, com agências internacionais
A General Motors divulgou comunicado nesta sexta-feira convocando a imprensa para uma entrevista coletiva com seu presidente Fritz Henderson na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, ao meio-dia (hora local, 13h de Brasília), em Nova York. A montadora não revelou maiores detalhes, mas o provável assunto deve ser o anúncio do plano de concordata (proteção contra a falência) da montadora.

Segundo confirmou a agência "Automotive News", a data e o local da entrevista -- o prédio da montadora, na Quinta Avenida, em Nova York, ao término do prazo dado pelo governo dos Estados Unidos para a re-estruturação -- indicam que o pedido de concordata da GM deve ser encaminhado à Corte de Falências dos Estados Unidos, a mesma que analisa o processo de outras duas gigantes do setor automotivo americano, a montadora Chrysler e a fabricante de autopeças Delphi.

A GM tem se mantido ativa nos últimos meses graças à ajuda financeira da Casa Branca -- mais de US$ 19 bilhões já foram injetados -- e falhou em achar alternativas para sua crise e em demonstrar ao governo e aos credores que ainda é uma empresa viável.

ACORDOS
A hipótese do pedido de proteção contra falência ganhou força durante a semana e se mostrou ainda mais provável na quinta-feira, quando Departamento do Tesouro dos EUA e GM anunciaram uma proposta conjunta anunciaram uma proposta conjunta aos credores da fábrica para troca da dívida de US$ 27 bilhões. A oferta foi recebida como uma medida para abrir caminho para um processo rápido e preciso de concordata.

Nesta sexta-feira, duas novas medidas reforçaram a tese do pedido de concordata. Primeiro, a revelação de que a matriz manteve conversas com a Magna, fabricante canadense de auto-peças, sobre a venda da Opel, braço europeu da GM. Com a negociação, que envolve o aporte de 300 milhões de euros iniciais para sanar pendências imediatas, além de outros 700 milhões de euros em investimentos, e ainda está sendo analisada pelo governo alemão, a Opel estaria totalmente liberada do corpo financeiro da montadora americana.

No fim da tarde, o UAW (principal sindicato de operários do setor automotivo nos EUA) aprovou medidas que aliviam a GM de parte da dívida de US$ 57 bilhões em obrigações trabalhistas referentes a planos de saúde. Pelo acordo, os operários filiados também abrirão mão de bônus e acertos salariais e permitirão que a GM tenha flexibilidade para contratar mão-de-obra temporária e com menor qualificação (a custo mais baixo, portanto). Em troca, a montadora deverá abrir mão do controle do fundo interno de auxílio aos trabalhadores, que será repassado a uma organização semelhante mantida pelo UAW, e se comprometerá a construir em território americano uma nova unidade para produção de veículos médios (classe B) -- inicialmente, a construção dessa unidade se daria em território europeu ou asiático.

A GM recebeu ainda uma ótima notícia da prefeitura de Detroit, que anunciou na tarde desta sexta um projeto de revitalização da área central da cidade. O projeto prevê, entre outras medidas, isenção de taxas de ocupação para empresas investidoras. O detalhe é que a isenção será concedida a novos pretendentes ou a empresas que já possuem empreendimentos na cidade, caso da GM, que poderá manter sua imponente sede em um prédio espelhado de mais de US$ 600 milhões sem pagar por isso.

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