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20/05/2009 - 13h07

Obama anuncia plano para limitar consumo e emissão de poluentes da frota americana

Da redação, com agência internacionais
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na terça-feira (19) que quer ver adotado em sete anos (até 2016) um novo padrão nacional para limitar a emissão de poluentes por veículos. O objetivo é criar nova frota de carros e caminhões leves (os chamados trucks) até 40% mais 'verdes' que os que circulam atualmente no país, diminuindo assim o impacto da emissão de gases poluentes por parte do setor automotivo e, também, a enorme dependência do país por petróleo estrangeiro.

O PLANO 'VERDE' DE OBAMA

  • Pablo Martinez Monsivais/AP

    Na foto, Obama é cumprimentado pelo presidente-executivo da Ford, Alan Mullaly, sob olhares do presidente da Chrysler, Bob Nardelli (1º à esquerda, acima), e do presidente da GM, Fritz Henderson.

    - A eficiência energética dos veículos deve crescer 5% a cada ano, a partir de 2012, chegando à autonomia média de 35,5 mpg (15 km/l) em 2016.

    - A redução do consumo de combustível deve chegar a 1,8 bilhão de barris de petróleo.

    - A redução da emissão de poluentes por automóveis deve chegar a 900 milhões de toneladas.

    - Apoio de 10 montadoras e do UAW, principal sindicato do setor automotivo.

    - Um único padrão nacional será adotado por todos os fabricantes de carros, acabando com a confusão criada pelo atual cenário, no qual padrões definidos pelo Departamento de Transportes, pela Agência Ambiental e pelos governos de outros 14 Estados inviabilizam a adoção e a fiscalização a nível nacional.

"Os padrões atuais não são mais toleráveis", afirmou Obama durante o discurso de apresentação das novas regras. "Há décadas, temos feito muito pouco para aumentar a eficiência da frota de carros e caminhões de nosso país", completou.

As regras começam a vigorar em 2012 e até 2016 a autonomia dos novos veículos deverá ser 35,5 mpg ou cerca de 15 km/l de combustível. A economia esperada com o menor gasto de combustível deve girar em torno de 1,8 bilhão de barris de petróleo, segundo informações da agência "Automotive News". Por outro lado, segundo expectativa da indústria automotiva, a medida deve encarecer o preço final dos novos veículos -- valor pago pelo consumidor -- em até US$ 1300.

De toda forma, o anúncio de Barack Obama, que pela primeira vez na história dos Estados Unidos pode levar a uma definição nacional de regras para o setor tão restritiva quanto aquelas adotadas pela Califórnia de Arnold Schwarzenegger e por outros 13 Estados, foi bem recebido por representantes do combalido setor automotivo norte-americano e também por ambientalistas.

Para as montadoras, o interesse está, principalmente, na adoção de um único padrão de emissões de poluentes, válido para todo o país, que poderá facilitar a construção de novos modelos. Assim, mesmo fabricantes que enfrentam sérios problemas financeiros, como a concordatária Chrysler e a deficitária GM, afirmaram apoiar a medida anunciada por Obama. Para estas duas montadoras, as novas regras são favoráveis por delimitar o futuro horizonte automotivo, facilitando a adoção de novos planos de gestão e de construção de veículos mais eficientes.

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