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07/05/2009 - 15h36

GM da Europa não quer ser controlada pelo 'novo dono'

Da Redação
A General Motors quer colaborar com qualquer novo dono ou sócio de suas atuais operações europeias, a alemã Opel e a britânica Vauxhall, que podem ser negociadas para amenizar a má situação financeira do grupo norte-americano em todo o mundo. "Gostaríamos de um parceiro que queira ampliar as marcas Opel e Vauxhall", disse Ray Young, chefão financeiro da GM e ex-presidente de sua filial brasileira. "Queremos sinergias", acrescentou.

O grupo norte-americano, que nesta quinta-feira (7) anunciou perda de US$ 6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2009 nos Estados Unidos, precisa de um investidor que funcione como garantidor dos 3,3 bilhões de euros que poderá obter por meio de empréstimos junto a governos europeus.

Young sinaliza que a ideia da GM é ter um parceiro que a ajude a obter ganhos de produtividade e de eficiência em suas operações, resultando em redução de custos. Não há muita diferença entre o que quer a GM e o que queria a Chrysler, que entrou em concordata e acabou acertando-se com a italiana Fiat -- candidata a levar também uma participação na GM europeia e mesmo em áreas emergentes do planeta, como a América do Sul (Brasil inclusive).

ENDEREÇO CERTO
A Europa, como lembra o boletim Automotive News local, é um centro de desenvolvimento da GM focado em carros compactos e médios, além de motores a gasolina de pequeno porte. "Quem quer que invista lá terá a colaboração para o desenvolvimento global de produtos. Ninguém quer inventar a roda", disse Young, falando à imprensa em Detroit.

As palavras do chefão financeiro da GM parecem dirigidas a Sergio Marchionne, presidente da Fiat, montadora que está mais perto de negociar um acordo com a GM, mas que, aparentemente, não deseja ceder mais de 10% de seu controle ao grupo dos EUA -- que promete só fazer negócio se abocanhar acima de 30% do controle do grupo italiano (essa participação seria o "pagamento" da GM).

O grupo austríaco-canadense Magna International, que fabrica componentes automotivos, é outro interessado na Opel, e sua proposta estaria mais adiantada que a da Fiat, segundo fontes ouvidas pela imprensa europeia.

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