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01/05/2009 - 15h52

VW Tiguan chega recheado de tecnologia e com preço de SUV de luxo

Da AutoPress
Especial para o UOL

A Volkswagen não é uma marca premium, mas acredita que pode produzir veículos tão sofisticados quanto os das compatriotas Mercedes-Benz e BMW. É com essa função que chegou ao Brasil há cinco anos o utilitário esportivo grande Touareg, e agora desembarca o Tiguan. Fabricado na Alemanha, na planta de Wolfsburg, o crossover médio vem recheado de eletrônica e engenharia de ponta. O motor 2.0 TSI a gasolina, por exemplo, possui o moderno sistema de injeção direta de combustível associado a um turbocompressor.
 

  • Diogo de Oliveira/Carta Z Notícias

    O Volkswagen Tiguan oferece estilo e tecnologia, mas cobra muito por isso

Mas toda essa tecnologia não impediu o Tiguan de chegar meio atrasado ao Brasil, na sombra de vários concorrentes já consagrados no país, como Hyundai Tucson, Chevrolet Captiva e Honda CR-V. Para dificultar ainda mais, chega com preço elevado diante dos rivais. Custa a partir de R$ 124.190 e atinge caros R$ 155 mil quando completo. Por esse valor, já esbarra até com modelos maiores, como Jeep Cherokee Sport, Kia Sorento e Hyundai Santa Fé.
 

ÁLBUM DE FOTOS
Diogo de Oliveira/Carta Z Notícias
MAIS IMAGENS DO TIGUAN

Daí a Volkswagen apostar na sofisticação do primeiro utilitário esportivo médio produzido pela marca em sua história. Até porque o Tiguan, que é tratado como um importado premium, parte de um valor mais de 20% superior ao dos rivais Tucson, Captiva e CR-V, que têm preços entre R$ 85 mil e 115 mil nas versões similares. O mesmo vale em relação a outros modelos concorrentes, como Nissan X-Trail, Suzuki Grand Vitara e Toyota RAV4.

Ou seja, em preço o Tiguan está emparelhado é com os modelos de marcas top: Land Rover Freelander e Volvo XC60, por exemplo. Justamente por isso, não deve ser um carro de vendas para a Volkswagen.
 

VW TIGUAN: FICHA TÉCNICA

Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.984 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível, acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler.
Transmissão: Câmbio automático sequencial Tiptronic de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração integral 4Motion. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 200 cv a 5.100 rpm.
Torque máximo: 28,5 kgfm entre 1.700 rpm e 5 mil giros.
Diâmetro e curso: 82,5 mm x 92,8 mm. Taxa de compressão: 9.8:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilidadora. Traseira independente do tipo Fourlink, com braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série.
Freios: A discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS, com EBD e assistente de frenagem hidráulica HBA.
Carroceria: Utilitário esportivo médio em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Dimensões: 4,43 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,66 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais e do tipo cortina de série.
Peso: 1.622 kg em ordem de marcha.
Carga máxima rebocável: 2.200 kg com reboque com freio.
Porta-malas: 360 litros.
Tanque: 64 litros.

VITRINE TECNOLÓGICA
Por outro lado, o modelo cumpre bem o papel de ser um belo representante das novas tecnologias da marca alemã. A começar pelo motor 2.0 TSI. A unidade de força de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando no cabeçote é dotada do sistema de injeção direta de combustível e de um turbocompressor. Em vez de borrifar a gasolina nos dutos de admissão, o sistema injeta o combustível diretamente nas câmaras de combustão dos cilindros, aumentando a eficiência da queima e o aproveitamento da energia produzida por ela.

Como resultado, o propulsor despeja 200 cv de potência nas quatro rodas a 5.100 rpm e um torque generoso de 28,5 kgfm, liberado entre 1.700 rpm e 5.000 giros. A tração integral é automática, com o sistema 4Motion.

O motor trabalha gerenciado pelo câmbio automático sequencial Tiptronic de seis velocidades, o mesmo disponibilizado em outros modelos da marca, como o hatch médio Golf europeu e o sedã Passat. De acordo com a Volkswagen, o trem de força faz o Tiguan arrancar de zero a 100 km/h em 8,5 segundos e chegar à velocidade máxima de 207 km/h. E tudo com muita segurança. Afinal, o utilitário esportivo médio é fartamente recheado de equipamentos.

São de série freios com ABS, EBD e o sistema HBA (que ativa o sistema ABS independentemente da pressão feita sobre o pedal do freio), controles eletrônicos de estabilidade e de tração, além de seis airbags (duplos frontais, laterais e do tipo cortina).

O Tiguan tem ainda outros interessantes recursos, como o freio eletrônico auto-hold. Durante engarrafamentos ou sinais de trânsito, o sistema grava a pressão exercida sobre o pedal do freio, tornando desnecessário manter o pedal pressionado -- como normalmente ocorre nos modelos equipados com câmbio automático. Entre os itens de fábrica, há ainda sensores de obstáculos, de chuva e de pressão dos pneus, controle de cruzeiro, computador de bordo e retrovisor interno eletrocrômico.

MIMOS E CORES
Já entre os equipamentos de conforto, o Tiguan traz ar-condicionado digital de duas zonas, volante multifuncional revestido em couro, trio elétrico e um sistema de som com oito alto-falantes e rádio/CD com MP3, entrada auxiliar e disqueteira para seis CDs.

A Volkswagen disponibiliza sete opções de cores para a carroceria e seis padrões de revestimento interno, além de uma lista de opcionais. Podem ser incorporados ao modelo bancos com revestimento em couro, faróis bixênon direcionais com lavadores, pinturas metálicas ou perolizadas, teto solar panorâmico, ajuste elétrico de altura e do apoio lombar do assento do motorista e rodas de liga leve de 18 polegadas, em vez das de 17 polegadas oferecidas de série.

Há ainda um módulo off-road, que traz a suspensão reforçada para suportar o uso fora-de-estrada -- pouco provável no Tiguan. Até porque, visualmente, o utilitário esportivo médio da Volkswagen é tipicamente urbano. A dianteira lembra bastante a frente do novo Gol e as lanternas traseiras parecem com as do SpaceFox. Um estilo comportado demais, para um modelo que pretende seduzir pela sofisticação.
 

IMPRESSÕES AO DIRIGIR O VW TIGUAN

  • Diogo de Oliveira/Carta Z Notícias

    CAMPINAS (SP) -- Os utilitários esportivos em geral costumam chamar a atenção nas ruas pelo porte robusto. São modelos de proporções grandes e imponentes. Com o Tiguan não é diferente. Só que, a bordo desse Volkswagen, o que mais chama a atenção é o comportamento equivalente ao dos carros de passeio. Mesmo com 1,66 metro de altura, o utilitário esportivo médio importado da Alemanha faz curvas com extrema neutralidade e permite uma direção mais esportiva. Sua postura diante do asfalto, na verdade, comprova uma vocação especialmente urbana, característica que se tornou o carro-chefe desse perfil de veículo.

    Tal desenvoltura, no entanto, só existe no Tiguan por conta do alto grau de sofisticação dos inúmeros sistemas eletrônicos instalados no modelo. Há controles de estabilidade e de tração, airbags duplos frontais laterais e de cortina, além de freios com ABS, EBD e HBA - sigla de Hydraulic Brake Assist. O recurso atua em frenagens de emergência, acionando o ABS independentemente da intensidade com que o motorista pisa no pedal do freio. O Tiguan tem ainda tração permanente nas quatro rodas, chamada pela VW de 4Motion. E a junção de todos esses componentes resulta num rodar extremamente seguro, digno de automóveis de passeio.

    No breve contato inicial, foi marcante a capacidade do modelo de arrancar e retomar a aceleração, independentemente das condições de rodagem. O Tiguan permite ao condutor explorar por completo os fortes 200 cv de potência e os 28,5 kgfm de torque despejados pelo motor, sem que seja necessário um cuidado especial em curvas, retas ou durante frenagens. Ao mesmo tempo, a unidade de força, acoplada ao eficiente câmbio automático sequencial Tiptronic de seis velocidades, parece solicitar maiores investidas o tempo todo. As trocas são rápidas e precisas. O torque, liberado integralmente entre 1.700 rpm e 5 mil giros, deixa o Tiguan esperto e ágil ao menor toque no pedal do acelerador.

    BOM CONJUNTO MECÂNICO
    Durante o teste, foi fácil atingir a velocidade máxima de 207 km\h. E ao mesmo tempo em que oferece um desempenho de alto nível, o Tiguan também é confortável. O conjunto de suspensão bem acertado, com estrutura McPherson na frente e do tipo Fourlink atrás, mantém o utilitário o tempo inteiro grudado no chão e ainda absorve as irregularidades da pista com eficiência. Outro destaque é o isolamento acústico, que cumpre seu papel sem, no entanto, abafar por completo o agradável ronco do motor.

    Ao conjunto somam-se ainda os diversos itens de série voltados para o conforto e a comodidade. Há ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas independentes para os bancos traseiros, computador de bordo e controle de cruzeiro, rádio/CD com MP3, entrada auxiliar e disqueteira para seis CDs, sensores de chuva, de luminosidade e de obstáculos, além de outros recursos interessantes, como o sistema auto-hold. Basta pressionar uma tecla ao lado da manopla do câmbio e, durante congestionamentos, o sistema grava a pressão exercida sobre o pedal do freio, permitindo ao condutor soltar pedal sem que o carro ande sozinho - como acontece nos modelos equipados com câmbio automático. Um conforto até simpático e bem-vindo, mas que não chega a justificar os R$ 124.190 pedidos pela Volkswagen no modelo.

    (Por Diogo de Oliveira -- o repórter viajou a convite da Volkswagen)

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