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25/04/2009 - 11h20

Continental GTC Speed conversível é o mais potente da história da Bentley

Da Auto Press
A linha Continental tem sido a maior responsável pelo crescimento das vendas da Bentley desde 2001, ano em que a marca britânica passou a ser controlada pelo Grupo Volkswagen. Mas nos últimos tempos, as versões Speed é que assumiram o papel principal dentro da gama de alto luxo da montadora. Não por acaso, a Bentley decidiu incluir a versão conversível GTC nesta "linhagem". O cabriolet superesportivo, apresentado em janeiro no Salão de Detroit, nos Estados Unidos, chega com a perspectiva de responder por nada menos que cerca de 60% das vendas do GTC. O volume é semelhante ao obtido nos últimos meses com a versão superesportiva Speed do cupê Continental GT, o mais potente da história da Bentley, equipado com o mesmo poderoso propulsor de 6,0 litros W12 biturbo de 610 cv.

Fotos: Dominic Fraser/Bentley/Divulgação

De linhagem clássica e luxuosa, GTC Speed surpreende por postura e mecânica dinâmicas

Em um primeiro olhar, chamam a atenção as novidades estéticas da versão "vitaminada" do Continental GTC -- sigla de Grand Tourer Convertible. A principal diferença da série Speed em relação às demais é a grade frontal verticalizada, que forma um conjunto agressivo com a grande tomada de ar inferior no para-choques. Esses elementos, de acordo com a Bentley, garantem um aumento de 14% de fluxo do ar que alimenta o motor. Ainda na frente, os faróis ovais duplos são contornados por filetes cromados. Nas laterais, o destaque são as enormes rodas de liga leve de 20 polegadas, com novo desenho e calçadas por pneus de perfil baixo 275/35 Pirelli P-Zero. Já na traseira, o superesportivo exibe duas ponteiras de escape alargadas e um singelo defletor integrado à tampa da mala.

GTC SPEEDY É SOBERBO
No interior, a decoração é soberba na construção e nos próprios materiais. Bancos, portas e painel são revestidos em couro e há uma diversidade de molduras em alumínio por todos os lados. Merecem referência alguns elementos próprios da versão Speed, como o volante de três raios revestido em couro com apliques metálicos, as soleiras com a inscrição Speed na base das portas, as pedaleiras esportivas e a alavanca do câmbio também emoldurada no punho com alumínio.

A lista de equipamentos de série também é digna de um automóvel de alto luxo do calibre dos Bentley. Há quase tudo que se possa imaginar. De tantos itens, é mais fácil mencionar as raras opções disponíveis: um sintonizador de TV e o sistema de som premium da marca Naim, criado sob encomenda para a marca, com 14 alto-falantes e 1.100 Watts de potência. Claro que, a estes equipamentos, junta-se ainda um pacote quase interminável de possibilidades de personalização, ao gosto de cada cliente.

Mas o que acaba por realmente fazer a diferença no Continental GTC Speed é sua dotação mecânica. E o destaque está sob o capô, o mais compacto motor de 12 cilindros em duplo "V" e 48 válvulas em produção do mundo, um 6,0 litros W12 sobrealimentado por dois turbocompressores de baixa inércia, admissão variável e variadores de fase sobre a admissão e o escape. A Bentley mexeu no propulsor, que na versão convencional do GTC produz 560 cv e 66,5 kgfm de torque. O mapeamento da unidade de comando eletrônico foi alterado e foram aplicados materiais mais leves nos pistões, bielas e virabrequins.

Como resultado, a unidade de força gera robustos 610 cv de potência aos 6 mil giros e um torque máximo de 76,5 kgfm, que se mantém constante entre 1.750 rpm e 5.600 rpm. Valores impressionantes que levam o Continental GTC Speed a arrancar de zero a 100 km/h em 4,8 segundos e chegar à máxima de 324 km/h, com a capota erguida, e 312 km/h, com o teto de lona aberto. A unidade de força é gerenciada por um câmbio automático de seis velocidades, fornecido pela ZF, com opção de trocas manuais.

FICHA TÉCNICA
Bentley Continental GTC Speed 6,0 l W12 Twinturbo
Motor: Gasolina, dianteiro, longitudinal, 5.998 cm³, 12 cilindros em duplo "V", quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial, dois turbocompressores, intercooler e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático sequencial de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência: 610 cv a 6 mil rpm.
Torque: 76,5 kgfm entre 1.750 rpm e 5.600 rpm.
Diâmetro e curso:
84 mm x 90,2 mm.
Taxa de compressão: 9.0:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo Fourlink, com braços duplos sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores pneumáticos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink, braços múltiplos, molas helicoidais, amortecedores pneumáticos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: A discos ventilados na frente e atrás. Oferece freios com ABS e EBD de série.
Carroceria: Conversível em monobloco, com duas portas e quatro lugares. Dimensões: 4,80 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,39 m de altura e 2,74 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais e laterais dianteiros e traseiros de série.
Peso: 2.485 kg em ordem de marcha.
Porta-malas: 235 litros.
Tanque: 90 litros.
A Bentley ainda fez modificações na suspensão. O conjunto independente nos dois eixos e dotado de amortecedores pneumáticos recebeu novas molas e barras estabilizadoras e foi rebaixado em 10 milímetros no eixo dianteiro e em 15 mm no traseiro. Isso sem falar no sistema de controle ativo do amortecimento, que ajusta continuamente os amortecedores pneumáticos. Vale destaque ainda para os discos de freio de cerâmica, com 420 mm na frente e 356 mm atrás -- os maiores e mais potentes do mercado para automóveis de produção em série. Estes discos são 20 kg mais leves que os convencionais de aço, instalados de série, e fazem parte de uma lista de opcionais, por terem uma ação muito brusca que pode desagradar alguns clientes. O novo controle de cruzeiro adaptativo completa a lista de extremo luxo, com um radar instalado na parte inferior direita da tomada de ar do para-choques frontal.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Nos primeiros dois turnos de condução, o Continetal GTC Speed percorreu trechos essencialmente urbanos e de estrada, sempre com a capota erguida. E nestas condições, está comprovada a eficiência do isolamento térmico e acústico da capota de lona de três camadas. O nível de ruídos é extremamente baixo. Já no segundo dia, o cabriolet encarou trechos sinuosos com o teto de lona retrátil totalmente arriado -- processo que leva 25 segundos.

Na pista, impressiona a extrema solidez da carroceria nas curvas, mesmo sem ter recebido qualquer reforço em relação ao Continental GTC "normal". As respostas ao acelerador em arrancadas e retomadas também são entusiasmantes. O motor responde à mínima solicitação do condutor de forma espantosa, sendo por vezes difícil de acreditar que se está a bordo de um veículo com 2.485 kg.

O que mais impressiona, no entanto, é a postura do superesportivo no asfalto. O cupê-conversível aceita qualquer tipo de condução. O novo controle eletrônico de estabilidade, dotado de um modo Dinâmico, permite ao condutor abusar um pouco mais da velocidade sem que o sistema entre em ação. Também é possível desligá-lo e tirar proveito das doses massantes de potência e torque enviadas às quatro rodas. Já em termos de conforto, não há duvidas: o Continental GTC Speed é, de fato, um automóvel especial. Daí os pouco mais de 300 mil euros (cerca de R$ 860 mil) pedidos no modelo. (por António de Sousa Pereira, da AutoMotor/Portugal, exclusivo para a Auto Press)

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