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12/04/2009 - 19h05

Audi R8 se torna um esportivo ainda mais notável com motor V10

Da AutoPress
Especial para o UOL
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    Desempenho atordoante e tecnologia impactante são as características do R8 com motor V10

O novo Audi R8 5.2 FSI quattro exibe um cartão de visitas muito sedutor. Trata-se do bloco V10 de 525 cv, peça central dessa nova versão e que dá ao superesportivo um desempenho mais explosivo. O que justifica, também, um conteúdo tecnológico exclusivo. Isso porque, como versão topo de linha de todos os Audi, este R8 reúne, de série, as mais avançadas soluções criadas pela marca, itens que estavam disponíveis apenas como opcionais na já conhecida versão V8 4.2 de 420 cv.

Mas a capacidade real desse novo superesportivo não se restringe às estradas, já que tem por alvo também os autódromos. Se o projeto R8 tem suas raízes na bem sucedida campanha da Audi nas últimas edições da corrida 24 Horas de Le Mans, onde o protótipo R8 ganhou cinco vezes, esta versão V10 vem completar o ciclo, pois servirá como base para um modelo de competição, o R8 LMS (Le Mans Series), destinado a competir na categoria FIA GT3 contra outros bólidos, tais como a Ferrari F430 Scuderia e o Porsche 911 GT3. Só que a versão de pista terá tração traseira.
 

Veja e ouça o Audi R8 5.2 V10 na pista


O V10 de 525 cv de potência a 8 mil rpm e 54 kgfm de torque a 6.500 rpm que anima este R8 tem por base o motor de idêntica configuração e cilindrada que equipa o Lamborghini Gallardo, marca controlada pela Audi. As alterações efetuadas pelos engenheiros da Audi em comparação à unidade que já tinham criado para a subsidiária italiana abrangeram a injeção, além dos sistemas de admissão e de escape. O objetivo foi adaptar o motor a um funcionamento mais suave e prático para a condução cotidiana.
 

SEDUÇÃO MECÂNICA
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Isso não significa, porém, que este V10 do R8 tenha sido muito "domesticado", como comprovam os atordoantes números de desempenho anunciados. Para ir de zero a 100 km/h são necessários apenas 3,9 segundos, 0,3 s a menos do que o registrado pelo Gallardo. O bólido germânico alcança 316 km/h e faz o zero a 200 km/h em apenas 12,3 s. Além disso, a instalação desse propulsor foi preparada com especial cuidado. Tudo para não colocar em risco o muito elogiado desempenho dinâmico do R8.

Exemplo disso é o peso dessa versão, que marca 1.620 kg graças ao uso de alumínio, apenas 31 kg a mais do que a variante V8. A relação peso/potência é de notáveis 3 kg por cv. A distribuição de peso foi mantida em 44% para a frente e 56% para trás. Outras características que se mantiveram intactas: a lubrificação por cárter seco -- sem o reservatório de óleo na parte inferior do bloco, o motor fica mais próximo do solo -- e a injeção direta de gasolina através de um sistema common-rail, capaz de atingir uma pressão de 120 bar.

Tal como no V8, esse V10 surge associado de série a uma caixa manual de seis velocidades. Como opção, o modelo pode ser equipado com a transmissão sequencial R-Tronic. Entre os equipamentos exclusivos de série dessa versão estão a evoluída suspensão Magnetic Ride, com amortecimento eletrônico, e as rodas aro 19 com 10 raios, revestidas por pneus 235/35 na frente e 295/30 na traseira. Os faróis e lanternas em LED, o sistema de som da marca dinamarquesa Bang&Olufsen, os bancos em couro aquecidos e o sistema de navegação Plus são outras mordomias exclusivas do R8 V10.

A versão não sofreu grandes alterações de estilo. Um ponto positivo, já que as linhas originais foram inspiradas no conceito Audi Le Mans quattro, apresentado em 2003, no Salão de Frankfurt. O R8 5.2 FSI distingue-se pelas lâminas laterais após as portas, que estão mais proeminentes do que no V8.

Para o Brasil, o preço do R8 5.2 ainda não foi determinado. Mas pelos R$ 555 mil cobrados pela versão V8 4.2 FSI, pode-se estimar que o modelo custará mais de R$ 600 mil.
 

FICHA TÉCNICA
Audi R8 5.2 FSI quattro
Motor: A gasolina, central-traseiro, longitudinal, 5.204 cm³, com dez cilindros em "V", quatro válvulas por cilindro e comando duplo em cda um dos cabeçotes. Acelerador eletrônico e injeção direta common-rail de combustível.
Transmissão: Câmbio manual de seis marchas à frente e uma a ré. Opcionalmente pode receber o câmbio automatizado R-Tronic com dupla embreagem. Tração integral com bloqueio eletrônico do diferencial. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência: 525 cv a 8 mil rpm.
Torque: 54 kgfm a 6.500 rpm.
Diâmetro e curso: 84.5 mm X 92.8 mm. Taxa de compressão: 12.5:1.
Suspensão: Dianteira e traseira independentes com braços duplos triangulares sobrepostos e barra estabilizadora nos dois eixos. Amortecedores eletrônicos com rigidez controlada por sistema magnético nas quatro rodas. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos de aço ventilados nas quatro rodas. Oferece ABS e EBD. Opcionalmente, pode receber discos de cerâmica.
Carroceria: Superesportivo, com carroceria monobloco de alumínio, duas portas e dois lugares. 4,43 metros de comprimento, 1,93 m de largura de largura, 1,25 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais e de cortina.
Peso: 1.620 kg com carga máxima de 285 quilos.
Porta-malas: 100 litros.
Tanque: 90 litros.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
O primeiro contato dinâmico com o R8 V10 aconteceu no Sul da Espanha, uma em estrada pública e também em um autódromo, em Marbella. A impressão inicial ficou por conta do ronco forte oriundo desse V10 no momento em que ele é ligado. Esse som vai ganhando tons mais nítidos e envolventes à medida em que os giros sobem. E, naturalmente, atingem ritmos mais intensos.

Na versão manual, outra pequena delícia sensorial: o som metálico da alavanca da caixa, que colide com a sua guia em aço inoxidável sempre que se troca de marcha com rapidez. Essa transmissão agrada ainda mais pelo seu escalonamento e pela precisão. Já a caixa automatizada R-tronic, com dupla embreagem, pode facilitar a vida do condutor, mas é meio sem graça no modo normal e demasiado brusca no modo Sport, onde todas as passagens são acompanhadas por um "coice" bem perceptível no habitáculo.

Outro motivo que contribuiu para a preferência pelo câmbio manual é a resposta constante deste V10, capaz de oferecer um torque máximo de 54 kgfm a 6.500 rpm. Essa força permite superar situações de esforço mesmo com uma marcha alta engrenada, o que dispensa o motorista de efetuar reduções frequentes em estradas.

No autódromo foi possível confirmar todos os bons sinais dados no percurso de estrada. Este R8 impressiona pela facilidade com que atinge os regimes máximos. O motor sempre responde com uma descarga de energia impressionante quando se esmaga o pedal do acelerador. Essa "fúria" é bem amparada por um conjunto ágil e com boas reações, o que dá a sensação de estar ao volante de um superesportivo "peso pena".

Mesmo a velocidades bem acima dos 200 km/h, o motorista nunca perde a sensação de controle e os movimentos na direção são correspondidos naturalmente na pista. Tudo isso transmite ao piloto de ocasião a confiança necessária para percorrer as trajetórias em velocidades quase proibitivas. Aliás, um dos grandes trunfos deste R8 é o fato de parecer ser tão fácil de dirigir em um ritmo intenso como seria em um passeio tranquilo à beira-mar. Sempre que se exagera nos pontos de frenagem, os discos cerâmicos instalados nas unidades testadas permitiram recuperar com muita eficiência os metros perdidos, a tempo de recolocar o superesportivo na trajetória idealizada. Uma pena que esses discos sejam apenas opcionais...
(por Nelson Oliveira, da AutoMotor/Portugal, especial para a Auto Press)

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