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29/03/2009 - 16h26

Em meio à crise, Peugeot derruba presidente da PSA

Da Redação, com agências
A PSA Peugeot Citroën decidiu neste domingo (29) destituir seu presidente, Christian Streiff, que dirigia o grupo desde fevereiro de 2007. De acordo com parte da imprensa da França, Streiff foi derrubado do cargo pela família Peugeot, que detém cerca de 30% do capital da PSA e 45% do direito de voto. Ele será substituído por Phillipe Varin, que assume em 1º de junho. Haverá um presidente interino até lá. O futuro novo chefão da PSA dirige atualmente o grupo siderúrgico Corus.

Um comunicado do conselho da PSA, presidido por Thierry Peugeot, afirma que, com as "dificuldades excepcionais enfrentadas pela indústria automotiva, se impunha uma mudança no comando do grupo". Streiff e a família Peugeot, segundo a imprensa francesa, tinham frequentes divergências sobre os caminhos a serem seguidos pela empresa.

Sob Streiff, a PSA lançou o plano de ação "Cap 2010", que tinha como objetivo fazer do grupo o construtor automotivo mais competitivo da Europa em 2015. No Salão de Paris de 2008, realizado quando a atual crise financeira global estava nos seus primeiros momentos, o executivo fez um discurso de tons sombrios, mas com algum espaço para o otimismo.

"Streiff começou seu discurso assinalando que o momento é complicado -- referindo-se, claro, à crise financeira inaugurada nos Estados Unidos -- e que os desafios impostos à indústria automotiva global são enormes. Mas reafirmou que 'os carros têm futuro', porque 'mostram capacidade de adaptação' às novas realidades", registrou UOL Carros, presente à ocasião.

Os recentes resultados da PSA ajudaram a derrubar Streiff. O prejuízo do grupo em 2008 foi de 343 milhões de euros (ante um lucro de 885 milhões en 2007). E, para o executivo, 2009 será provavelmente mais um ano de prejuízos. Em fevereiro último, a PSA e a Renault obtiveram um pacote de ajuda estatal de 3 bilhões de euros. Em volume de produção, a PSA é a sétima maior montadora do mundo, e a segunda na Europa -- perde para o grupo Porsche, que inclui a Volkswagen.

Varin, o futuro presidente da PSA, assumiu o grupo Corus, que é britânico-holandês, em abril de 2003, quando a empresa passava por dificuldades. Em 2007, comandou o processo de aproximação do Corus com a Tata Steel, gigante indiana do aço pertencente ao megamagnata Ratan Tata, que possui uma ramificação na indústria automotiva -- a Tata Motors acaba de lançar oficialmente o Nano, o carro mais barato do mundo.

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