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21/03/2009 - 16h35

Governo da China quer criar até três gigantes automotivos

Das Agências,
Em Pequim
O governo da China anunciou que é favorável a uma reestruturação da indústria automobilística do país, com um plano de ajuste e revitalização do setor. O primeiro passo é agilizar fusões entre as diversas montadoras chinesas.

A administração chinesa avalia que o país tem empresas demais no setor. Atualmente, nada menos que 14 marcas produzem cerca de 90% dos carros chineses. O governo, controlado pelo Partido Comunista Chinês, quer reduzi-las para um máximo de dez montadoras.

Na mais estrita tradição de planificação da economia -- só que, no caso, em ambiente neocapitalsta --, o governo chinês quer duas ou três montadoras de grade porte, verdadeiras gigantes do setor automotivo, capazes de produzir, cada uma, mais de 2 milhões de veículos por ano. Outras quatro ou cinco marcas construiriam 1 milhão de unidades cada.

Os fabricantes com potencial para assumir as posições principais na indústria automotiva chinesa são FAW, Dongfeng, Shanghai Automotive Industry Corp. (Saic) e Changan. Já companhias como Beijing Automotive Industry, Guangzhou, Chery e China National Heavy Duty Truck ganhariam status de potenciais regionais (ou provinciais). Algumas dessas empresas têm joint-ventures com marcas estrangeiras -- como a Dongfeng, com Nissan, PSA e Honda, e a FAW, com Toyota e Volkswagen.

Um plano semelhante deve ser aplicado à indústria do aço, obviamente muito ligada à automotiva.

Os números são compatíveis com o ritmo atual da produção de veículos na China, que, este ano, deve chegar a 10 milhões de unidades. No´s próximos anos, Pequim quer aumentos de 10% na produção. Em 2008, a China fabricou 9,34 milhões de unidades -- um aumento de 5,21% em relação a 2007. No entanto, o crescimento das vendas foi de 6,7%. Tratou-se da primeira alta de apenas um dígito desde 1999, num mercado acostumado a taxas superiores a 20%.

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