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16/03/2009 - 23h59

Renault Symbol, novo sedã, tem airbag de série por menos de R$ 42 mil

CLAUDIO DE SOUZA
Enviado especial a Curitiba (PR)*
A Renault apresentou nesta segunda-feira (16), em Curitiba (PR), o Symbol, seu novo sedã compacto que chega ao Brasil para substituir o Clio três-volumes. A plataforma dos dois modelos é a mesma, embora o Symbol, com 4,26 metros de comprimento, seja 7 centímetros maior que o antecessor. O Clio hatch continua a ser vendido como carro de entrada da marca francesa, apenas na despojada versão Campus.

Dotado do conhecido motor 1.6 16V Hi-Flex (da gama Logan e Sandero), capaz de gerar 110/115 cavalos (álcool/gasolina) e disponibilizar torque de 15,2/16 kgfm (g/a), gerenciado por transmissão manual de cinco marchas, o Symbol custa R$ 41.190 na versão Expression, que traz de série itens como ar-condicionado, direção hidráulica, airbags frontais, regulagem de altura no volante e no banco do motorista, iluminação no porta-malas (de 506 litros), trava e vidros dianteiros elétricos, entre outros. Com mais R$ 800, acrescenta-se o computador de bordo e o rádio/CD/MP3 com comando na coluna de direção. Mais R$ 1.500, e o Symbol ganha também sistema ABS nos freios.

Divulgação

Symbol tentar abocanhar parte da fatia de mercado hoje com o 207 Passion (R$ 39.490 na versão XR 1.4) e o Polo (a partir de R$ 43.310, o 1.6).

A versão mais cara, a Privilège, parte de R$ 44.490 e inclui os itens opcionais do pacote de R$ 800. Além disso, tem rodas de liga-leve aro 15 (contra de aço e aro 14 na Expression), faróis de neblina, bancos em veludo (em vez de tecido), ar-condicionado digital, retrovisores e vidros traseiros elétricos, além de detalhes de acabamento como maçanetas externas na cor alumínio. Para ter ABS, é necessário desembolsar os mesmos R$ 1.500 a mais.

Atenção: todos esses valores referem-se à atual situação do mercado automotivo, e contam com IPI reduzido. A garantia de fábrica é de três anos.

Dessa forma, o Symbol sobe um degrau na gama de sedãs da Renault e passa a ocupar uma faixa entre o Logan, que, diz a montadora, é voltado para um público mais racional, e o Mégane, produto mais sofisticado para compradores mais velhos e de maior poder aquisitivo. Resta ao Symbol -- uma compra emocional de quem está "ascendendo" na qualidade do que põe na garagem -- brigar com os sedãs compactos premium, como Volkswagen Polo e Peugeot 207 Passion, que têm preços semelhantes (mas ficam mais caros quando equipados à altura do novo Renault). Forçando um pouco a barra, o Symbol disputa também com o Ford Fiesta 1.6 e até mesmo com o Volkswagen Voyage 1.6 -- ambos em suas configurações mais completas.

HÍBRIDO
Num primeiro contato visual, o Symbol passa a impressão de ser uma espécie de Clio melhorado e hibridizado com os modelos da Dacia, subsidiária romena da Renault que fabrica o Logan e o Sandero. O conjunto óptico dianteiro é enorme, e a barra cromada (na verdade, de plástico) que arremata a ponta do capô do motor reforça a semelhança com o Sandero europeu, que tenta ser mais "chique" que o brasileiro. A coluna C, como no Clio, continua esquisita na junção do teto com o terceiro volume -- mas em vez de ser fechada, como no finado três-volumes, foi suavizada por uma vigia. O recurso faz com que o Symbol aparente possuir três janelas laterais, porque o envidraçamento da porta traseira já possui uma divisão.

Carta Z Notícias

Traseira do Symbol lembra a do Mégane, mas o DNA do Clio não sumiu

Se até esse ponto o design do Symbol é potencialmente polêmico, a traseira ficou muito bem resolvida. Ela possui vincos e volumes interessantes, que lembram um pouco os cortes do Mégane, além de um belo par de lanternas, de desenho mais feliz que o da média dos sedãs.

MERCADO
A Renault anunciou uma meta modesta de vendas para o novo modelo: quer emplacar 700 unidades do Symbol por mês, menos do que vendem Polo e 207 Passion. O carro, que é fabricado na Argentina, deve começar a ser vendido nesta quinta-feira (19). Assim como fez com o Sandero, a Renault só vai "bombar" a publicidade de seu novo produto alguns meses depois de ele chegar ao mercado -- mais precisamente, em junho.

O Symbol fecha o plano de metas da Renault anunciado em 2006, que previa um modelo novo a cada sete meses. Foram seis, começando com o Mégane sedã; depois vieram Mégane Grad Tour (perua), Logan, Sandero, Sandero Stepway e, por fim, o novo três-volumes. Otimistas, os executivos da Renault previram que o mercado deve chegar a 2,4 milhões de unidades emplacadas este ano, nível semelhante ao de 2007.

Exatamente como diz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um deles repetiu que "o Brasil entrou na crise depois dos outros países, e deve sair dela primeiro". Os sinais disso, entre outros, seriam a retomada do crédito ao consumidor, a normalização dos estoques e o reaquecimento no mercado de seminovos. Tudo isso, diz a Renault, já está acontecendo.

UOL Carros participa nesta terça-feira (17) do test-drive do Symbol, e posteriormemte publica suas primeiras impressões sobre comportamento dinâmico, conforto e acabamento do novo modelo.

* O jornalista viaja a convite da Renault-Nissan

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