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12/03/2009 - 13h03

Fora da ajuda de 3 bilhões de euros, Grupo Volks espera lucro menor em 2009

Da Redação, com agências internacionais
O presidente do grupo automotivo alemão Volkswagen, Martin Winterkorn, advertiu nesta quinta-feira (12) que, em 2009, "não será possível alcançar o alto nível de lucro de anos anteriores" devido à queda das vendas e ao aumento dos custos de refinanciamento. Winterkorn também tratou do prejuízo de 78 milhões de euros (cerca de R$ 232 milhões) da espanhola Seat, em 2008, e afirmou que a subsidiária não tem um problema de produto, mas um problema de mercado". A montadora não foi incluída no acordo bilionário de de empréstimo, anunciado pelo Banco Europeu de Investimentos.

"As perspectivas para 2009 continuam sendo muito incertas e entranham riscos consideráveis", disse Winterkorn em entrevista coletiva na qual relatou os resultados do grupo correspondentes a 2008 e expôs suas previsões para este ano.

Segundo dados antecipados pela Volkswagen no dia 2 de março e confirmados hoje, o grupo fechou o ano de 2008 com um aumento de 13,7% do lucro líquido, até os 4,688 bilhões de euros (R$ 14 bilhões). O consórcio faturou 113,808 bilhões de euros (quase R$ 340 bilhões), 4,5% a mais que no ano anterior.

LANÇAMENTOS
O executivo acrescentou que a Volkswagen lançará 60 modelos este ano, entre novas versões de veículos já existentes e automóveis novos, porém afirmou que a situação no mercado é "altamente volátil", e, por isso, destaca "a impossibilidade de fazer previsões para este ano fiscal".

"Temos diante de nós um ano muito difícil", ressaltou o executivo, ao mesmo tempo em que expressou confiança em que o grupo, o maior fabricante de automóveis da Europa, saia fortalecido da fase atual.

SEAT NO VERMELHO
O balanço da fabricante espanhola Seat representa o retorno aos números vermelhos, em um momento no qual a empresa substitui seu atual presidente, Erich Schmitt, pelo ex-principal responsável da Mazda Europa, James Muir, a partir de 1º de setembro.

Segundo Winterkorn, as perdas da Seat são de mercado, pois a marca, até tendo as linhas adequadas, foi especialmente atingida na Europa ocidental -- a queda nas vendas foi de 14,6%, para 368 mil veículos. Em contrapartida, a empresa cresceu na Europa central e do leste.

A Seat faturou 5,196 bilhões de euros no ano passado, o que representa uma redução de 11,9% a respeito de 2007, enquanto suas vendas mundiais chegaram a 375 mil unidades em 2008, 8,7% a menos.

EMPRÉSTIMO
O Banco Europeu de Investimentos (EIB) aprovou nesta quinta-feira a formação de um fundo de 3 bilhões de euros (R$ 9,9 bilhões) em empréstimos para a indústria automotiva do continente. O dinheiro irá para montadoras da Alemanha, Itália, França e Suécia.

As suecas Volvo e Scania receberão 400 milhões de euros (quase R$ 1,2 bilhão) cada, para suas fábricas de caminhão. A Volvo automóveis, detida pela Ford, terá direito a mais 200 milhões de euros (quase R$ 600 milhões). Também serão emprestados cotas de 400 milhões de euros para PSA Peugeot-Citroen, Renault, Fiat, BMW e Daimler.

A Volswagen não foi citada neste acordo, mas o banco prevê aprovar novas linhas de empréstimo para o setor em abril e maio -- o que pode representar um acréscimo de 2,8 bilhões de euros (R$ 8,3 bilhões), elevando para 6,3 bilhões de euros (quase R$ 19 bilhões) a quantia fornecida desde dezembro pela entidade às montadoras.

Com informações das agências EFE e Reuters

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