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06/03/2009 - 19h08

Assessores de Obama para a crise automotiva fazem 'intensivão' na indústria

Da Redação, com agências
Os principais auxiliares do presidente norte-americano Barack Obama na área automotiva farão um "intensivão" no setor, começando nesta segunda-feira (9), quando devem visitar Detroit, cidade-sede de General Motors, Ford e Chrysler. Os membros da força-tarefa de Obama receberam críticas por não serem especialistas no tema, publicou nesta sexta (6) o boletim Automotive News.

Os assessores Steven Rattner e Ron Bloom, entre outros, visitarão a "Motor City" para encontrarem-se com fabricantes de carros e líderes sindicais locais. De acordo com o Automotive News, a ida dos assessores obamistas a Detroit acontece depois de duas semanas de reuniões em Washington com executivos da indústria, credores e revendedores.

GM, Chrysler e fornecedores delas afirmam precisar de empréstimos federais para continuarem funcionando. O governo Obama, pela voz de Timothy Geithner, secretário do Tesouro, disse que deseja oferecer "a reestruturação fundamental que será necessária para viabilizar a indústria automotiva a longo prazo, sem ajuda do governo". Geithner atua como vice-chefe da força-tarefa.

AÇÕES VOLTAM A 1933
A Chrysler já recebeu US$ 4 bilhões em empréstimos de emergência e diz que precisa de mais US$ 5 bilhões. A GM já embolsou US$ 13,4 bilhões e pede mais US$ 16,6 bilhões. Os fornecedores querem US$ 18,5 bilhões.

Nesta sexta (6), as ações da GM caíram ainda mais, devido aos rumores de que executivos da companhia estariam mais abertos a um pedido de concordata. A GM respondeu que não mudou sua posição sobre o assunto, e que ainda acredita que sua reestruturação vai funcionar.

As ações da GM recuaram 22,04%, para US$ 1,45 na Bolsa de Nova York. Mas antes, o papel chegou a cair para US$ 1,27, nível que não era atingido desde 1933, de acordo com um centro de pesquisas da Universidade de Chicago. A GM perdeu 54% de seu valor desde o início do ano, e 94% nos últimos 12 meses. Ex-maior montadora do mundo, sua capitalização de mercado é agora de menos de US$ 900 milhões.

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