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04/03/2009 - 13h52

Governo deve prorrogar redução do IPI até o final de junho

Da Redação
O governo federal deve anunciar, até o final deste mês, a prorrogação por mais três meses da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), cobrado na venda de automóveis. A informação foi apurada e divulgada na edição desta quarta-feira do jornal "Folha de S.Paulo". O prazo original para o fim do benefício seria em 31 de março, mas com a extensão, pode vigorar até o final de junho.

Segundo o autor da reportagem, o jornalista Kennedy Alencar, o anúncio da prorrogação não seria feito antecipadamente para evitar uma queda nas vendas pelo adiamento da compra por parte do consumidor.

A redução do IPI, desde dezembro, beneficiou compradores de veículos com motor de até 1.0 litro, que tiveram a alíquota derrubada a zero, e também de carros com motor entre 1.0 e 2.0 litros, que passaram a pagar de 5,5% a 6,5% de imposto, de acordo com o tipo de combustível. E serviu, assim, como estímulo à indústria automotiva nacional, o que serve como argumento principal da prorrogação.

Como efeito da crise financeira, as vendas de veículos da indústria nacional registram queda desde outubro de 2008 até janeiro de 2009, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, porém, a alta foi de 0,15% em relação a 2008, segundo dados da Fenabrave.

SETOR AGUARDAVA MEDIDA
Embora nada fosse divulgado abertamente, os principais "players' do setor já se movimentavam para buscar um aumento do prazo de redução do IPI ou, no mínimo, encontrar fórmulas internas para diminuir o impacto da volta à normalidade das alíquotas.

Na noite de terça-feira (3), durante o lançamento de Passat CC e do Eos, o diretor de vendas e marketing da Volkswagen, Flávio Padovan, afirmou que estratégias que não poderiam ser divulgadas estavam em estudo, mas que, claro, "o ideal para a indústria seria a prorrogação do IPI reduzido".

Horas antes, durante o lançamento do Vectra GT/GT-X, o presidente da General Motors para o Brasil e Mercosul, Jaime Ardilla, afirmou que sua empresa manteria o compromisso de crescimento, com taxas esperadas de 2% a 3%, mas não deixou de reiterar que uma manutenção do benefício, mais do que benvinda, era esperada.

No último dia 20, o presidente da Ford, Marcos de Oliveira, havia enviado, diretamente ao governo, um pedido de ampliação do prazo de redução "até, pelo menos, o segundo trimestre".

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