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23/02/2009 - 13h06

Fiat 500 com teto de lona retrátil é inspirado no original de 1957

Da Auto Press
Aos olhos, o Fiat 500 já é claramente uma releitura do hatch Nuova 500, carrinho lançado na Europa em 1957. Mas a montadora italiana vai aprofundar ainda mais as raízes do modelo. Na próxima semana, durante o Salão de Genebra, na Suíça, será exibida uma nova configuração com teto de lona retrátil, chamada de 500 C. A letra "C" vem da palavra cabriolet. Mas a nova versão do Cinquecento, como é chamado por lá, não é exatamente um conversível. Pelas imagens reveladas pela marca, o subcompacto fabricado em Tychy, na Polônia, mantém toda estrutura da lateral do 500 "normal". Apenas a capota de lona se retrai no teto, por meio de um sistema elétrico. Quando acionado, a capota é dobrada sobre a tampa da mala, numa posição similar à da Nuova 500 cabriolet de 1957 -- à exceção do acionamento, que, na época, era manual.

Divulgação No Fiat 500 C, apenas o teto de lona é retrátil, mantendo estruturas laterais fixas

A nova cobertura de lona será oferecida nas cores vermelha, marfim ou cinza, sempre combinadas com a pintura da carroceria, que também ganhará duas novas opções -- vermelho e cinza. Mas a principal novidade no 500 C, depois da capota de lona retrátil, é a instalação de fábrica do sistema Start&Stop. Criado para reduzir o consumo de combustível e, principalmente, a emissão de gases poluentes, o módulo desliga o motor quando o carro está parado e com a alavanca do câmbio em ponto morto. Para religar a unidade de força, basta pisar na embreagem e engatar a primeira marcha ou a ré.

ONTEM E HOJE

  • Divulgação

    Inspiração vem do Fiat Nuova 500 conversível, de 1957, que tinha teto retrátil manual

  • Divulgação

    Na versão do século 21, teto elétrico, motor com sistema Start&Stop, freios ABS e EBD e três tipos de airbag

Sob o capô, o 500 C terá as mesmas opções de motores oferecidas nas outras versões. Começam com um propulsor 1.3 litro 16V turbodiesel de 75 cv de potência. Há outros dois movidos a gasolina, um 1.2 litro de 69 cv e um 1.4 litro 16V de 100 cv. A unidade de força a diesel vem acoplada a um câmbio manual de cinco marchas, enquanto os propulsores a gasolina podem vir com a caixa de transmissão manual ou a automatizada Dualogic.

Entre os equipamentos, o Fiat 500 C terá o mesmo conteúdo das outras versões. A lista inclui itens como ar-condicionado digital, direção elétrica, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, trio elétrico, computador de bordo, sensores de chuva, de luminosidade e de obstáculos, mais de dez opções de cores para carroceria e revestimento dos bancos e o sistema Blue&Me, o mesmo oferecido no Brasil, com rádio/CD com leitor de MP3, conexão Bluetooth para celulares e entradas USB e para iPods. A parte de segurança ainda inclui freios com ABS e EBD, airbags frontais, laterais, do tipo cortina para cabeças e de joelhos para o condutor e controle eletrônico de estabilidade.

FIAT 500 MENOS CARO
Quando estrear em abril, na Europa, a versão descapotável do 500 terá como principal adversário o hatch inglês Mini Cooper Convertible -- que é um conversível legítimo, com abertura total da parte superior da cabine. Com uma ligeira vantagem para o modelo da marca italiana: como a estrutura das colunas central e traseira não foi alterada, especula-se que o 500 C ficará em torno de 1.500 euros (cerca de R$ 4.500) mais caro que as versões convencionais. Assim, o hatch subcompacto partirá de cerca de 13 mil euros (R$ 39 mil), bem menos que as 19 mil libras pedidas no Mini Cooper Convertible (equivalente a cerca de R$ 62 mil).

No Brasil, o Cinquecento desembarca na metade do ano, na versão Sport, exibida em outubro de 2008 no Salão do Automóvel de São Paulo. Equipado com o motor 1.4 litro 16V de 100 cv, deve chegar por preços entre R$ 60 mil e R$ 70 mil para brigar diretamente com Volkswagen New Beetle. Já o Mini Cooper, que também começará a ser comercializado oficialmente no país pelas mãos da BMW, deve ter preços mais elevados, entre R$ 90 mil e R$ 100 mil. Uma disputa interessante em um segmento ainda pouco povoado no Brasil -- o dos "fun cars".
(por Diogo de Oliveira)

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