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17/02/2009 - 20h41

GM pede mais US$ 16,6 bilhões ao governo dos EUA

Da Redação, com agências
A General Motors pediu nesta terça-feira (17) ao governo dos Estados Unidos mais US$ 16,6 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões) em ajuda financeira imediata. A previsão da empresa é de que, sem esse dinheiro, poderá zerar suas reservas financeiras em meados do próximo mês. A linha de crédito total requisitada pela GM num plano entregue nesta terça ao Departamento do Tesouro soma US$ 30 bilhões -- contando os US$ 13,4 bilhões já acertados no final de 2008, quando o presidente norte-americano ainda era George W. Bush.

Em sua proposta, a GM incluiu a promessa de cortar 47 mil empregos em todo o mundo até o final deste ano (a empresa emprega cerca de 220 mil pessoas), além de fechar cinco fábricas nos EUA até 2012. Uma das opções é extinguir a marca Saturn, que produz o equivalente norte-americano do nosso Vectra e não consegue fazer frente às montadoras japonesas que operam no país.

A SITUAÇÃO NO BRASIL
A General Motors do Brasil tem mantido a política de afirmar que a crise da matriz não afeta, nem afetará, a filial verde-amarela, cujos bons resultados em 2008 comprovariam sua autonomia financeira.
Recentemente, o vice-presidente da GM local, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que confiava no sucesso do empréstimo do governo dos EUA à matriz. "Não vamos quebrar. A GM dos EUA não tem nem plano B", disse ele no lançamento do Captiva Ecotec.
Verdade que a frase reafirma a total fé da GM no empréstimo estatal nos EUA. Mas também mostra a dependência da empresa quanto a esse dinheiro.
Segundo o executivo, para o Brasil estão mantidos os planos para a família de compactos Viva, que terá seis veículos (entre hatch, sedã, picape, crossover etc.). Os novos produtos da GM para o Brasil teriam produção dividida entre São Caetano do Sul (SP) e Rosário, unidade da marca na Argentina.
A GM recebeu nesta terça o restante dos US$ 13,4 bilhões acordados com o governo Bush, mas diz que ainda precisa desses US$ 16,6 bilhões adicionais -- segundo a empresa, o empréstimo começaria a ser pago em 2012.

CHRYSLER PEDE MENOS
De sua parte, a Chrysler anunciou, também nesta terça, que precisará de US$ 5 bilhões de recursos públicos, além dos US$ 4 bilhões já liberados pelo governo dos EUA, para sobreviver sem ter de pedir concordata. A demanda faz parte de seu plano de reestruturação apresentado ao Tesouro norte-americano.

A Chrysler informou ter aumentado em US$ 2 bilhões sua demanda inicial de financiamento "devido a um desmoronamento da economia sem precedentes, e a previsões de queda das vendas do setor nos EUA". O valor soma-se aos US$ 3 bilhões ainda não recebidos do pacote inicial de US$ 7 bilhões pedido pela Chrysler no final de 2008. O governo dos EUA concedeu US$ 4 bilhões à montadora até agora.

A Chrysler prevê que, em 2009, vai reduzir seus custos fixos em US$ 700 milhões, suprimir 3.000 postos de trabalho, paralisar a produção de três modelos, reduzir sua capacidade de produção na ordem de 100 mil veículos e vender US$ 300 milhões em ativos. Em relação a produtos, a Chrysler assegurou poder lançar 24 novos veículos em 48 meses, e introduzir carros elétricos no mercado. A marca procura consolidar uma parceria com a italiana Fiat, que pode ajudá-la a fazer carros menores e mais econômicos.

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