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10/02/2009 - 13h39

GM anuncia 10 mil demissões no mundo em 2009

Da Redação, com agências internacionais
A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (10) o corte de 10 mil postos de trabalho em todo o mundo, o que representa 10% de sua força de trabalho, até o final de 2009. Segundo o "AutoBlog", que cita fontes da própria GM, a redução no quadro de funcionários será feita principalmente na área executiva da empresa. De acordo com nota da montadora, divulgada pela agência de notícias "EFE", o número de empregados passará de 73 mil para 63 mil pessoas, ainda este ano.

Ainda segundo a nota da GM, o corte atingirá até 3.400 empregados nos Estados Unidos, que atualmente conta com 29.500 contratados. Não foi divulgado em quais unidades de outros países os cortes restantes seriam feitos.

Além do corte de vagas, a montadora acena com a redução gradual de salários, a partir de 1º de maio, nos EUA. Executivos terão seus vencimentos reduzidos em 10%, enquanto operários receberão salários entre 3% e 7% menores.

Em outros países, segundo a nota da montadora, a política de salários, bonificações e benefícios será revista, de acordo com o tamanho do quadro de trabalhadores e do mercado local.

O comunicado da montadora diz que "estas difíceis ações são necessárias devido à grave queda das vendas de veículos no mundo todo e por causa da necessidade de reestruturar a viabilidade a longo prazo da GM". De fato, a reestruturação dos quadros da GM foi uma das exigências feitas pelo governo dos Estados Unidos, em novembro de 2008, para a liberação da ajuda de mais de US$ 13 bilhões. Na época, a GM se comprometeu a diminuir o nível de trabalhadores de 96 mil para cerca de 65 mil, entre outros ajustes, para manter a viabilidade empresarial a longo prazo, revelou a agência "Automotive News".

HISTÓRICO DA CRISE
O anúncio da nova política de empregos e salários da GM chega um dia após a informação de que a montadora poderia reaver parte do controle da indústria de autopeças Delphi, vendida em 1999, para ter direito a nova ajuda pública.

Na última semana, a montadora havia anunciado o o fechamento de mais fábricas nos EUA, após a demissão de 11 mil empregados.

Por conta da crise financeira, que atinge a indústria automobilística mundial desde o segundo semestre de 2008, e da ineficácia em controlar seus gastos, a GM vem amargando seus piores resultados em mais de duas décadas e a perda da primeira posição mundial, após 77 anos.

No Brasil, a montadora já anunciou férias coletivas para parte de seus funcionários, mas mantém seu cronograma de lançamento, até o momento.

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