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17/11/2008 - 20h12

Senador quer carros de GM, Ford e Chrysler fazendo 21 km/l para garantir socorro

Da Redação,
com Agências
Começam a surgir no Senado dos Estados Unidos sinais de que a eventual ajuda financeira às três grandes montadoras locais pode ter um preço bastante alto quanto aos compromissos a serem assumidos pelas marcas em troca do dinheiro. Nesta terça-feira (18) serão ouvidos pelos senadores os presidentes de GM, Ford e Chrysler -- respectivamente, Rick Wagoner, Alan Mulally e Bob Nardelli --, além do chefão do United Auto Workers, sindicato do setor. Todos estão do mesmo lado: querem ajuda às montadoras (as "Detroit 3") para evitar processos de falência.

Numa intervenção significativa durante debates no Senado nesta segunda-feria, um senador democrata da Flórida, Bill Nelson, defendeu que o dinheiro -- cerca de US$ 25 bilhões -- só deve ser liberado às empresas caso elas se comprometam a multiplicar por dois a economia de combustível de seus carros até 2020. O atual compromisso das montadoras é melhorar esse deseempenho em 40%.

A meta que vigora hoje em dia é fazer, em até 12 anos, carros que rodem 30 milhas por galão de combustível. Isso dá 12,75 km/l, aproximadamente. Mas Nelson chutou o valor para cima, pedindo 50 milhas por galão -- ou seja, cerca de 21,3 km/l. Essa marca não é absurda: alguns carros europeus, como o Volkswagen Polo BlueMotion, conseguem ser até mais econômicos (fazem cerca de 25 km/l), devido a modificações aerodinâmicas e ao acerto do motor (no caso, um 1.4 a diesel).

A fala de Nelson indica que não são apenas os parlamantares republicanos que estão no caminho da aprovação da ajuda financeira às montadoras -- à qual se opõe o atual presidente dos EUA, George W. Bush, que, em tese, não tem mais poder algum. O que resta é saber se o presidente eleito, Barack Obama, que declarou apoio à medida salvadora (mas não a cessão de um "cheque em branco" às montadoras), já tem poder suficiente.

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