UOL Carros
 
13/11/2008 - 20h28

Crise de gigantes americanas já afeta credibilidade de fornecedores

Da EFE, com Redação
A agência de classificação de riscos econômicos Standard & Poor's colocou, nesta quinta-feira (13), 13 fornecedores que trabalham com General Motors, Ford e Chrysler na lista de "crédito em vigilância" (creditwatch) com implicações negativas, em virtude da repercussão que a crise das montadoras pode ter sobre a atividade destas empresas.

A lista de empresas assinaladas inclui fabricantes conhecidos com Goodyear (pneus e compostos) e Visteon (componentes eletrônicos) e também nomes como ArvinMeritor, BorgWarner, Cooper-Standard Automotive, Federal-Mogul, Hayes Lemmerz International, Johnson Controls, Lear, MetoKote, Shiloh Industries, Stoneridge e Tenneco.

De acordo com a S&P, uma possível falta de pagamento dos compromissos por parte das gigantes automotivas poderia diminuir consideravelmente os "atuais níveis de qualificação" de alguns fornecedores, embora argumente que algumas companhias "seriam capazes de resistir ao golpe".

Ainda segundo a agência de qualificação de risco, a lista poderá ser revisada -- para retirada ou até novo acréscimo de empresas -- à medida em que novas informações sobre o tamanho da ajuda do Governo americano às montadoras, e suas implicações no setor, forem conhecidas.

"Dado o potencial de imensas mudanças estruturais a curto prazo no setor, gostaríamos de resolver os relacionados na creditwatch à medida em que recebemos mais informação sobre a possível ajuda aos fabricantes do Governo americano ou sobre sua falta de ajuda", informa a agência.

RESPOSTA
A companhia de pneus Goodyear comunicou, através de seu vice-presidente executivo e diretor-financeiro, Darren Wells, estar "decepcionada" com a decisão da firma Standard & Poor's e afirmou haver "diferenças fundamentais entre nossa atividade e as companhias cujas atividades estão profundamente vinculadas aos fabricantes de veículos de Michigan".

A Goodyear disse que, "dos aproximadamente US$ 20 bilhões em vendas totais de 2007, menos de 8% procederam das operações globais de GM, Ford e Chrysler".

"Este número será mais baixo devido ao fraco volume em 2008. Estes clientes são importantes para nós, mas mais de 80% de nossas vendas são feitas no mercado de substituição por consumidores que já têm veículos", acrescentou Wells.

Veja também

Carregando...
Fale com UOL Carros

SALOES