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30/10/2008 - 19h22

União de GM e Chrysler 'mataria' a 2ª e cortaria até 200 mil empregos

Da Redação
A cada vez mais provável fusão entre General Motors e Chrysler terá um impacto gigantesco na economia norte-americana, implicando no fechamento de várias fábricas da segunda montadora e na extinção da maior parte de seus modelos. De 100 mil a 200 mil empregos seriam cortados em ambas as montadoras e nas empresas que participam da cadeia produtiva, devido à redundância de funções e à diminuição do número de carros. A Chrysler praticamente deixaria de existir como hoje a conhecemos.

Esta análise é da consultoria Grant Thornton LLP, e foi divulgada nesta quinta-feira (30) pelo respeitado boletim Automotive News. Os especialistas da consultoria acreditam que um acordo entre as duas montadoras pode acontecer até a próxima terça-feira, 4 de novembro.

A Chrysler conta atualmente com 14 fábricas, duas delas já agendadas para encerrar as atividades. Outras quatro podem seguir o mesmo caminho, acredita a consultoria. No entanto, se o cenário pós-fusão é sombrio, a avaliação é que ela é melhor que as alternativas, que incluem -- diz o Automotive News -- o fechamento puro e simples da Chrysler, ou mesmo das duas montadoras. Alguns dos trunfos a justificar a união das combalidas empresas incluem a enorme rede de concessionários nos EUA, e o domínio de cerca de 35% de todas as vendas de carros naquele país.

O corte na gama de modelos da Chrysler (que inclui as marcas Dodge e Jeep) provavelmente deixaria em produção apenas a picape Dodge Ram; as minivans da Chrysler e da Dodge; e alguns modelos da Jeep, como o Wrangler e o Grand Cherokee.

O acordo entre as duas empresas depende, em alguma medida, de um financiamento por parte do governo dos Estados Unidos. A Ford, segunda maior montadora dos EUA (a GM é a maior, a Chrysler é a terceira) já avisou que, se as rivais receberem dinheiro, também vai querer uma ajuda oficial para sair de suas próprias dificuldades.

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