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24/10/2008 - 13h49

Chrysler vai cortar 25% dos funcionários

Da Redação
A Chrysler vai cortar cerca de 25% de sua força de trabalho a partir de novembro. O anúncio foi feito pela terceira maior montadora dos Estados Unidos nesta sexta-feira (24), em meio ao que o presidente da empresa, Bob Nardelli, referindo-se à crise, chamou de "tempos realmente inimagináveis" para a indústria automotiva. "Continuamos na pior crise econômica que a maioria de nós consegue lembrar", disse ele, segundo o boletim Automotive News.

O preço a pagar pela crise é de cerca de 4.630 empregos, já que a Chrysler emprega por volta de 18.500 pessoas. Os números referem-se aos EUA. Os funcionários poderão optar pela aposentadoria ou demissão voluntárias, mas estão previstas demissões unilaterais para completar a meta do corte. A Chrysler promete benefícios para quem optar por sair, inclusive veículos novos. Ainda segundo o Automotive News, a empresa vai se livrar de todos os gastos que não sejam ligados a produtos cruciais.

A Chrysler, que inclui as marcas Dodge e Jeep, estaria em negociação com General Motors e Renault-Nissan, para buscar uma solução para a crônica crise financeira que a abate, a qual é anterior ao atual derretimento global, e que não cessou com a aquisição do grupo, em 2007, por um fundo de investimentos, o Cerberus.

"Nunca antes as vendas da indústria automotiva encolheram de forma tão rápida", observou Nardelli. Mesmo mais exposta que a maioria das outras montadoras justamente por fazer carros mais caros e/ou mais gastadores de combustível, a Chrysler teve como grande estrela do Salão de Detroit, em janeiro último, a nova linha da picape Dodge Ram.

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