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18/10/2008 - 11h10

Jipe catarinense TAC Stark tem versão definitiva com motor turbo-diesel

Da Auto Press
A maior surpresa da versão final do todo-terreno Stark, da TAC -- Tecnologia Automotiva Catarinense -- está sob o capô. Em vez de utilizar o propulsor Volkswagen AP 2.0 a gasolina e 1.8 Flex, que equipavam os protótipos apresentados no Salão de São Paulo em 2006, o Stark será produzido a partir do ano que vem com um motor inédito no mercado nacional, um turbo-diesel fornecido pela FPT (Fiat Powertrain Technologies). E apesar dos sucessivos adiamentos até então, o fabricante garante que os modelos TAC, montados na cidade catarinense de Joinville, serão lançados no mercado no segundo semestre de 2009.

Fotos: Divulgação

Jipe Stark definitivo, com tração 4x4 e motor turbo-diesel 2.3 16V, será apresentado no Salão de SP


O motor turbo-diesel quatro cilindros 2.3 16V de certa forma justifica o nome do modelo -- "Stark" significa forte, robusto em alemão. Equipado com turbo-compressor, intercooler e injeção direta common-rail, o propulsor gera 127 cv a 3.600 rpm, com um torque de 30,6 kgfm a 1.800 rpm. Fabricado na Itália, onde equipa o Iveco Daily, o turbo-diesel será produzido também na planta da FPT de Sete Lagoas, Minas Gerais, a partir do primeiro trimestre de 2009.

Agora em versão fechada, o Stark abriga quatro passageiros em uma configuração assumidamente 2+2. Ou seja, sem muito espaço disponível para os ocupantes traseiros. Além da vocação fora-de-estrada, o modelo oferece itens de conveniência como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, bancos de couro, abertura das portas por controle-remoto e teto removível na parte dianteira.

NA RETA DE CHEGADA
Divulgação
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O chassi é formado por tubos de aço, recobertos por uma carroceria de painéis de plástico reforçado. A agressividade de suas linhas é acentuada por elementos expostos de sua estrutura tubular na dianteira e pelos enormes extensores de pára-lama, feitos em plástico preto. O conjunto de rodas aro 16 com pneus lameiros Pirelli Scorpion Mud -- com inscrições em letras brancas -- ajuda a compor um visual vigoroso.

O santo-antônio central, revestido pelo mesmo plástico preto, divide o perfil do modelo, que chama a atenção pela pequena área envidraçada. Na dianteira, as setas são separadas dos faróis circulares, que contam ainda com unidades de neblina incrustadas no pára-choque. As lanternas traseiras ficam na altura dos vidros, em ressaltos protuberantes. O pára-choque traseiro conta ainda com luzes de ré e de neblina. A tampa do porta-malas com estepe integrado possui abertura lateral -- para a esquerda --, com dobradiças aparentes.

A carroceria, a despeito de suas linhas agressivas, é bem compacta. O comprimento total é reduzido -- apenas 4,08 metros --, com altura de 1,90 m e 1,80 m de largura. O seu peso é de 1.600 kg, inferior ao seu principal concorrente, o jipe Troller T4, que possui 1.850 kg. Segundo a própria TAC, a distribuição de peso do modelo se aproxima da ideal -- 50% do peso em cada eixo --, no que colaborou o posicionamento do tanque de combustível, de 75 litros, no entre-eixos.

As pretensões fora-de-estrada são reforçadas pela transmissão 4x4 com reduzida de engate manual, câmbio de cinco marchas produzido pela Eaton -- o mesmo que equipa o Iveco Daily europeu -- e diferencial central da Dana. A sua suspensão é independente de longo curso, na dianteira e traseira. Para maior resistência, são adotados dois amortecedores em cada roda. A distância do solo -- vão livre -- é de 25 centímetros, com ângulos de ataque e de saída de, respectivamente, 45º e 48º.

Os freios são a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. Em razão de sua pequena escala de produção, a TAC utiliza várias peças de acabamento e mecânica já disponíveis no mercado. Como, por exemplo, os retrovisores do Idea Adventure.

A versão definitiva do Stark será apresentada no próximo Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece de 30 de outubro a 9 de novembro, no Parque de Exposições do Anhembi. A estratégia de comercialização e distribuição, que só ocorrerão no segundo semestre de 2009, ainda não está definida. Segundo Adolfo Cesar dos Santos, diretor-presidente da TAC, ela será anunciada posteriormente, talvez no próprio Salão. O seu preço deve ficar na faixa entre R$ 80 mil e R$ 90 mil, valor semelhante ao do seu rival Troller T4 e um pouco abaixo do cobrado pelo AM50 Marruá, da Agrale. O fabricante espera produzir 100 unidades mensais até o final de 2009.
(por Julio Cabral)

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