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30/09/2008 - 19h24

Analistas prevêm queda de 20% na venda de carros novos em setembro nos EUA

Da Redação, com agências internacionais
Enquanto, na Europa, a Fiat anuncia investimentos bilionários em uma fábrica para o leste asiático e os olhos do mundo se voltam para as novidades do Salão de Paris, a indústria automotiva dos Estados Unidos divulga nesta quarta-feira (1º de outubro) seu relatório de vendas para o mês de setembro, mas desde já ninguém espera por boas notícias. O país está no meio de uma crise financeira ampla, com direito a intervenções do governo em instituições privadas e pacote financeiro, e as grandes montadoras vivem há meses sua própria atribulação, marcada pela redução do índice de financiamentos -- de 70% ou 80% das compras para cerca de 20% --, bem como pela alta do preço do petróleo. Como resultado, a queda na venda mensal de carros novos pode chegar a 19,7%, em média, em relação a setembro de 2007.

GM INICIA CORTE DE POSTOS
O porta-voz da General Motors nos Estados Unidos, Dan Flores, anunciou nesta terça-feira (30) que a montadora iniciará o já esperado corte de pessoal.

O número total de vagas eliminadas não foi divulgado, mas as demissões vão começar pelos trabalhadores temporários contratados juntos a agências de empregos, que já receberam o anúncio da decisão, segundo a agência "Automotive News".

Segundo fontes ouvidas pela agência "Automotive News", a Chrysler deve amargar os piores resultados entre as três gigantes do setor, com queda de 36,5% nas vendas. Ford e GM também deverão apresentar índices que indicam retração, com 25,1% e 23,9% de redução, respectivamente.

Falando em números absolutos, a expectativa geral é de que a previsão sobre o total de carros vendidos em 2008 no mercado norte-americano caia das 16,2 milhões de unidades anunciadas no começo do ano para algo em torno de 13,5 milhões.

Alguns analistas importantes, no entanto, vêem um buraco ainda maior para o setor. Segundo o renomado banco de investimento JP Morgan, a previsão anual de venda de novos nos EUA pode despencar para algo um pouco abaixo dos 13 milhões de unidades após o anúncio desta quarta.

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