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16/09/2008 - 17h35

Com Rio, Kia pretende concorrer entre os compactos premium

Da Auto Press

A Kia anda animada com suas vendas no Brasil. Tanto que resolveu ampliar sua oferta de produtos. E, estrategicamente, um dos carros que vai passar a ser importado pela montadora sul-coreana é o Rio -- cujo nome é uma homenagem à capital fluminense. O modelo já é comercializado desde 2005 nos mercados da Europa, Ásia e América do Norte. No fim de outubro, chega às terras brasileiras na versão hatch, embalado pela trajetória de queda do dólar.

A Kia já planejava trazer o carro em sua primeira geração, no início de 2000, mas a crise cambial impediu sua chegada -- na época, a moeda norte-americana chegou a valer R$ 3,20. Com o lançamento do Rio, a montadora sul-coreana pretende morder uma fatia do segmento de compactos premium, onde rodam Citroën C3, Honda Fit, Volkswagen Polo e Fiat Punto. No caso, dentro da linha da Kia no Brasil o novo veículo se posicionaria exatamente entre o hatch compacto Picanto e o sedã médio Cerato.

O Rio deve chegar com preço sugerido de R$ 45 mil na versão mecânica, R$ 5 mil a mais que a versão automática do Picanto. Com câmbio automático, o Rio ficará em R$ 50 mil -- o mesmo preço do Cerato mecânico.

Fotos: Divulgação

Mesmo pequeno, Kia Rio passa uma imagem de robustez; lanternas traseiras se destacam
Nesse posicionamento, a Kia quer se valer das boas vendagens recentes de ambos os modelos. O Picanto emplaca cerca de 320 unidades, em média, a cada mês. Já o Cerato coloca nas ruas mais de 100 unidades mensais. E a estratégia, da Kia, como sempre, é apostar no custo/benefício. Ou seja, trazer um modelo bem completinho, com preço competitivo e garantia longa -- de cinco anos. Tudo o que o Rio promete ter.

O motor é condizente com a categoria: o Rio tem um propulsor 1.4 16V a gasolina, que gera 95 cv de potência a 6.000 rpm e torque máximo de 12,8 kgfm a 4.700 giros. Com transmissão manual, ele alcança 100 km/h em 12,3 segundos. Essa será, por enquanto, a única motorização disponível no mercado brasileiro. No exterior, há também a 1.6 a gasolina e a 1.5 a diesel.

O DESIGN
Na parte externa, o Rio traz linhas bastante comportadas e, na dianteira, amplos faróis que até lembram o conjunto óptico dos modelos da alemã Opel (marca da General Motors), como o Astra europeu. Dois vincos centrais bem marcados acompanham o capô e terminam na grade que ostenta o símbolo da marca sul-coreana. Na traseira, há lanternas triangulares bicolores e um pára-choque robusto que delimita a mala. O contorno das lanternas segue a linha dos vidros, que são bastante inclinados, e formam um vinco que acompanha toda a lateral do veículo, partindo da traseira até os faróis.

O Rio divide a mesma plataforma com o Hyundai Accent -- a fabricante, também sul-coreana, é dona da Kia. O hatch tem 2,50 m de entre-eixos, 3,99 m de comprimento e 1,47 m de altura. Ganha nas medidas do Citroën C3 (2,46 m de entre-eixos e 3,85 m de comprimento) e do Honda Fit (2,45 m de entre-eixos e 3,83 m de comprimento).

O Rio traz de fábrica equipamentos como ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico, entre outros. São itens obrigatórios para um hatch premium. Mas ainda não há detalhes sobre demais equipamentos e dispositivos de segurança. O modelo ainda traz a opção de câmbio automático. A estréia oficial será em São Paulo, no Salão do Automóvel, no final de outubro. Já as vendas estão programadas para começar logo depois do evento, em novembro. (por Karina Craveiro)

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