UOL Carros
 
15/09/2008 - 21h27

Frontier volta a ser montada no Brasil, com 25% de nacionalização

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Enviado especial a Florianópolis (SC)
Duas semanas após a apresentação do X-Trail, a Nissan completou a reformulação de sua família off-road com a apresentação, nesta segunda-feira (15), da versão ano/modelo 2009 de sua picape Frontier, que vinha sendo importada da Tailândia em versão única, mas que volta a ser produzida no Brasil, na fábrica de São José dos Pinhais (PR), com índice de nacionalização de 25% -- motor, transmissão e componentes eletrônicos ainda são asiaticos. Com praticamente o mesmo visual da gama atual, a nova Frontier deve chegar às lojas na primeira semana de outubro com novas versões: começa agora pela XE, a menos equipada; segue com a intermediária SE; e chega à LE, versão top de linha.

As duas primeiras estão disponíveis com tração 4x2 ou 4x4 selecionável, motor turbodiesel 2.5 16V de 144 cavalos de potência e 36,5 kgfm de torque, com transmissão manual de seis marchas. Já a versão mais cara traz o mesmo motor turbodiesel 2.5 16V, mas gerando 172 cavalos (a 4.000 rpm) e torque de 41,1 kgfm (a 2.000 rpm), com opção de câmbio automático de cinco velocidades ou o manual de seis, e sempre com tração 4x4. Os preços não foram confirmados, mas devem variar entre R$ 85 mil (XE) e R$ 125 mil (a LE com todos os opcionais).

A Frontier -- que agora conta apenas com a carroceria de cabine dupla -- traz direção hidráulica, rodas de liga-leve aro 16 com pneus 255/70 R16 da Bridgestone, controle elétrico de portas e espelhos e imobilizador do motor em todas os níveis de acabamento.

Divulgação
Frontier segue lógica dos crossovers e promete conforto de sedã
TESTE DA FRONTIER 'THAI'
AVALIAÇÃO DO PATHFINDER
O QUE VEM DE RECHEIO
Ar-condicionado, airbags frontais, controle elétrico de vidros, freios com sistema antitravamento (ABS) e de distribuição eletrônica de frenagem (EBD), alarme e rádio AM/FM/CD e MP3 com entrada auxiliar são itens de série a partir da versão intermediária (SE).

Estribos laterais, grade frontal e retrovisores cromados, faróis de neblina e rack de teto com capacidade para 56 kg de carga (não presente no modelo tailandês) vêm de série para a versão LE. Essa ainda oferece um pacote de opcionais mais luxuoso, que adiciona bancos de couro, faróis de xênon, disqueteira para seis CDs, sistema de amarração de carga (Cargo Channel) e retrovisor eletrocrômico com bússola digital integrada.

Segundo a Nissan, será a versão LE, com todos os opcionais e conforto a bordo comparável ao de um sedã de luxo, a mais vendida (60% do total) da gama Frontier. A seguir, virá a versão de entrada XE (com 25% do mix de vendas), que começa a ser entregue preferencialmente na versão 4x2. A opção 4x4 fica apenas para venda direta -- a frotistas e órgãos governamentais, por exemplo.

GIRE PARA TRACIONAR
A seleção da tração 4x4, nas versões em que ela está presente, também mostra o grau de adaptação da Frontier ao ambiente urbano. Ela não é feita pela tradicional alavanca junto ao câmbio, mas por meio de um seletor rotativo de controle elétrico, muito mais "domesticado", e que, segundo a Nissan, pode ser acionado sem necessidade de parada do veículo -- exceto para situações que demandam a reduzida. Nesse caso, o engate ainda deve ser feito com a picape parada.

De novo mesmo em relação ao modelo tailandês, a Frontier paranaense traz o rack de teto, o pára-brisa degradê e o fechamento da porta de acesso à caçamba feito por trava com chave. A Frontier segue com medidas de 5,23 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,78 metro de altura; o entre-eixos é de 3,2 metros. Dentro da cabine, a inclinação dos bancos traseiros passou de 18 graus para 23 graus, o que, ao menos na teoria, aumenta o conforto dos passageiros ali acomodados.

O 5º PASSO
Segundo a Nissan, a Frontier montada no Brasil tem como destaque o "DNA japonês" da marca, com toda a confiabilidade e robustez atribuídas aos veículos da montadora -- mas com projeto e engenharia adaptados aos padrões nacionais. Do ponto de vista comercial, a produção em solo brasileiro permitirá ampliar a disponibilidade de versões e de cores para o consumidor. Já na estratégia industrial, a Frontier integra a primeira fase do plano de expansão da Nissan para o Mercosul, o qual prevê o lançamento de seis modelos. Quatro já estão nas ruas: o crossover Murano, o sedã Sentra, o hatch Tiida e o utilitário X-Trail. A Frontier é o 5º na lista. O 6º pode ser o monovolume Livina.

Caberá à picape, que já vendeu cerca de 4.700 unidades em 2008 (de janeiro a agosto, segundo a Fenabrave) ainda em sua "fase asiática", a missão de encostar, agora que é nacionalizada, nas rivais Toyota Hilux SRV (com venda de 14.000 unidades no mesmo período) e Mitsubishi L200 Triton (12.760 unidades), atuais líderes entre as picapes grandes (considerando-se Chevrolet S10 e Ford Ranger como médias). Nesta terça-feira (16), UOL Carros, participará do test-drive para a imprensa, realizado em Santa Catarina, e trará mais informações e suas primeiras impressões sobre o modelo 2009 da Frontier.

Viagem a convite da Nissan do Brasil

Veja também

Carregando...
Fale com UOL Carros

SALOES