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29/08/2008 - 20h07

Chevrolet Cruze mira EUA, mas pode ser vendido no Brasil

Da Autopress
A alta do preço do petróleo mudou paradigmas e conceitos. Nos Estados Unidos, os tradicionais fabricantes de automóveis tiveram de se mexer mais rápido do que imaginavam. Amante de longa data de sedãs, picapes e utilitários esportivos grandalhões, o mercado ianque abandonou nos últimos meses os veículos beberrões. Só em julho, as vendas do que conhecemos como comerciais leves por aqui, caíram 14% por lá. A General Motors (GM), então, tratou de tirar da cartola o Cruze. O modelo foi apresentado como novo carro global da Chevrolet e sua produção já está programada para o México, de onde abastecerá o vizinho rico do Norte, a partir de 2010. Ano que vem, porém, ele já deve estar circulando na Europa, só que com o raiozinho da logomarca da Opel.

Foto: Divulgação

Se chegar ao Brasil, sedã Cruze pode ocupar faixa de mercado do defasado Astra


A idéia é oferecer um modelo de dimensões enxutas, motor tímido e consumo "normal". Isso fica evidente na gama de motores. Já está confirmado para o modelo um motor 1.6 16V de 113 cv e outro 1.8 16V de 141 cv. Ambos serão movidos a gasolina, contarão com comando variável de válvulas na admissão e escape, segundo a GM, para oferecer baixas emissões de poluentes e consumo igualmente contido. Para os europeus, também está programado um propulsor 2.0 turbo-diesel de 152 cv e 32,6 kgfm. As opções de câmbio incluem uma caixa manual de cinco marchas e uma nova transmissão automática de seis velocidades.

E NO BRASIL?
O Cruze pode desembarcar no Brasil, movido pelos benefícios alfandegários do acordo bilateral com o México, que reduzem as taxas de importação a quase zero. Mas como pode vir para ocupar uma faixa de mercado que vem sendo deixada de lado pela GM com o defasado Astra, há chances também de o modelo ser feito por aqui. Tudo vai depender da cotação do dólar e das projeções de vendas. Para os Estados Unidos, porém, a realidade é mais urgente para o Cruze.

DETALHES
No visual, a GM diz que o Cruze lança um "dramatic design", algo como desenho espetacular. O sedã realmente tem um design moderno, mas nada que chegue ao exagero marqueteiro do fabricante. O conjunto ótico tem cortes geométricos e secos, começa retangular próximo à grade frontal até uma aresta puxar o farol para cima. Deste jeito, as lentes se combinam à saliência que percorre toda a extremidade do capô.

A grade frontal em forma de colméia e com contornos arredondados traz uma barra na cor do veículo que ostenta a gravatinha dourada da logomarca da Chevrolet. O pára-choques emenda com a saia dianteira, sempre com cortes retos. Uma pequena entrada de ar auxiliar em forma de arco foi posicionada abaixo da placa, enquanto os faróis de neblina do tipo canhão estão alojados nas extremidades do spoiler, envoltos por uma moldura na cor preta e com detalhes cromados.

Os pára-lamas são salientes e dão a impressão de que o Cruze é bastante musculoso e largo -- a Chevrolet ainda não informou as dimensões do sedã. Nas laterais, a curva da carroceria acentuada, a linha de cintura relativamente alta e um vinco que corta a lataria na diagonal emprestam uma aparência arrojada ao Cruze.

Na traseira, o três volumes global tem um vidro generoso. A tampa do porta-malas é elevada, com uma saliência bojuda na sua extremidade superior que reparte as lanternas. O conjunto ótico traseiro, aliás, começa com cortes retos e se prolonga até as laterais, formando uma ponta que invade a carroceria e com as lentes projetadas para fora.
(por Fernando Miragaya)

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