UOL Carros
 
28/08/2008 - 11h02

Mille fica mais barato e promete gastar menos

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Enviado especial a Fortaleza (CE)
Atualizada às 16h25

Com mais de 24 anos de mercado e a posição de carro mais barato do país, o popular Fiat Mille ganha sobrevida e "sobrenome" diferente em seu modelo 2009. O carrinho adota a nomenclatura de sua nova motorização, Fire Economy 1.0 Flex, e promete ser até 10% mais econômico que o modelo anterior na cidade, e 25% na estrada -- o que, se confirmado na prática, deve lhe garantir uma aceitação ainda maior por parte de frotistas e compradores de primeiro carro, seus nichos atuais.

A montadora italiana afirma que o Mille apresenta um consumo urbano de até 15,6 km/l com gasolina, e 11,1 km/l rodando com álcool. Na estrada, essa conta ficaria em notáveis 22 km/l (gasolina), e 15,6 km/l (álcool).

ÁLBUM DE FOTOS
Divulgação
MAIS IMAGENS DO MILLE
Com preço um pouco reduzido em relação à linha 2008, o modelo chega custando R$ 23.240 (duas portas) e R$ 24.970 (quatro portas). A apresentação do Mille foi feita na noite desta quarta-feira (28) em Fortaleza (CE); nesta quinta, UOL Carros traz suas primeiras impressões sobre o lançamento após o test-drive para a imprensa.

De antemão, vale informar que o motor Fire Economy, produzido pela FPT Powertrain Technologies, é uma evolução do Fire anterior e traz modificações internas: novo coletor de escapamento, catalisador de maior volume, comando de válvulas redimensionado (27% mais leve) e adoção de sistema de injeção de combustível multiponto seqüencial da Magneti Marelli, além do uso de óleo de baixa fricção 5W 30 (para reduzir o atrito dos componentes) e calibração para consumir menos combustível, principalmente em regimes de marcha lenta. Além disso, o Mille Economy teve sua quinta marcha alongada, para que o motor trabalhe em regime de rotações mais baixo em situações de estrada, por exemplo. Conjunto de suspensão, reconfigurado, e pneus com menor nível de atrito com o asfalto completam o pacote de economia.

ECONÔMETRO
Para conferir se tudo isso funcionou, o motorista tem no painel de instrumentos um indicador de consumo instantâneo, o "econômetro", que faz o cálculo da relação entre o consumo de combustível (em litros por segundo) e a quilometragem percorrida (por meio de sensor instalado na caixa de marchas).

Na teoria, o resultado desta conta deve auxiliar o motorista a praticar uma condução mais eficiente, com menor consumo de combustível e desgaste de componentes. Na prática, a informação chega ao motorista na forma de um segundo ponteiro do nível do tanque, com marcações coloridas que indicam faixas de consumo: branca para o carro em ponto morto, amarela para consumo pouco econômico, e verde, em situações de condução econômica.

Debaixo do capô, o propulsor bicombustível rende 65 cavalos com gasolina e 66 cavalos com álcool (a 6.000 rpm, ou seja, quase no limite), com torque máximo de 9,1 e 9,2 kgfm, com gasolina e álcool respectivamente (a 2.500 rpm). Segundo a Fiat, o Mille atende às normas de emissão de poluentes do que passarão a vigorar no país em 2009 (a Fase 5 do Proncove, Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores).

MAQUIAGEM
O Mille 2009 também trouxe pequenas mudanças em seu visual. Na frente, uma nova grade na cor cinza com frisos centrais cromados serve de suporte para o atualizado logotipo da montadora, em vermelho. Pára-choques seguem a cor da carroceria e, na lateral, calotas têm desenho renovado (há opção de rodas de liga-leve, também de aro 13). Na traseira, as lanternas ganham um padrão fumê (escurecido). Internamente, nova cor para o painel e estamparia "diferenciada" para bancos e painéis da porta completam a plástica do modelo.

Houve ainda a "promoção" do kit Way (molduras que lembram as versões Adventure da linha Fiat, rodas 175/70 e adesivagem exclusiva), que alcançava 30% do total das vendas do Mille Fire e agora passa a figurar como uma versão distinta do modelo. Os preços ficam em R$ 23.740 (duas portas) e R$ 25.470 (quatro portas). No entanto, esta versão economiza 50% menos combustível que a Fire Economy.

Viagem a convite da Fiat do Brasil

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