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20/08/2008 - 20h06

Lightning GT prova que carros elétricos podem ter desempenho esportivo

Da Auto Press
Fotos: Divulgação

Batizado de relâmpago em inglês, Lightning GT deve mostrar seus 700 cv já em 2010 por R$ 470 mil
Quando se pensa em superesportivos, logo se imagina um modelo com design arrojado e ronco potente de motor a explosão. Mas o Lightning GT é mais do que isso. O bólido da inglesa Lightning Car Company faz parte da onda de esportivos elétricos que toma o hemisfério norte. São modelos que se destacam pela velocidade e potência, mesmo mantendo-se ecologicamente corretos.

Apresentado como protótipo no Salão de Londres, em julho, o GT chega numa "levada elétrica" de esportivões. Isso porque já correm por fora modelos como o Tesla Roadster e o Fisker Karma, que até chamam atenção, mas nem de longe correspondem ao desempenho do Lightning. O grande trunfo dos ingleses é a eficiência energética. O esportivo elétrico não deixa a desejar e ultrapassa os 700 cv de potência.

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O projeto do americano Tesla Roadster prevê potência de 250 cv, velocidade máxima de 200 km/h (0-100 km em 4 s)
sem uso de motor a combustão
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Também dos EUA, o sedã Fisker Karma é um híbrido que utiliza um motor de 4 cilindros apenas para carregar suas baterias de íons de lítio e chegar à máxima de
200 km/h (0-100 km em 6 s)
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A proposta de ter baterias carregadas tanto em tomadas elétricas quanto a partir de um pequeno motor convencional surgiu com o protótipo GM Volt (com seu 1.0 turbo de 3 cilindros), que não é propriamente um esportivo, mas promete 192 km/h de máxima (0-100 km em 8 s)
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A inglesa Lightning Car Company promete que além de potência, o Lightning GT terá autonomia de sobra, com baterias que podem ser carregadas em apenas 10 minutos (com 85% de carga)
VEJA MAIS FOTOS DO LIGHTNING GT
Em questão de velocidade máxima, o GT não chega a decepcionar e com o pedal pressionado chega a 209 km/h. Nada muito impressionante comparado aos esportivos com motores a combustão que passam dos 300 km/h, mas certamente uma velocidade e tanto para um modelo elétrico. Empurrado pelos quatro motores -- um em cada roda --, ele vai de zero a 100 km/h em 4 segundos e com a carga completa chega a percorrer 400 km. A montadora aliás, preferiu privilegiar a autonomia do GT em vez de priorizar a alta velocidade e afirma que, em apenas 10 minutos de tomada, o motorista pode recarregar as baterias do veículo e ter de volta cerca de 85% da carga.

Por enquanto, este é um "tempo recorde" de recarga entre os movidos a eletricidade. As baterias do norte-americano Tesla, por exemplo, necessitam de três horas e meia para serem carregadas. Além disso, a vida útil da bateria do GT, segundo a Lightning, pode atingir 12 anos ou permitir 15 mil ciclos de carga. Essa rapidez se deve ao uso da nanotecnologia, que possibilita às baterias menores oscilações de temperatura. O que resulta em durabilidade e melhor acúmulo de energia.

Mas o bólido elétrico não atrai só olhares "mecânicos". Para os amantes do segmento, as curvas pronunciadas do GT evidenciam um superesportivo de muita categoria. O dois lugares tem o caimento de um cupê, com a tampa do porta-malas rebaixada que faz uma espécie de vão na parte traseira do modelo. Na lateral, uma linha de cintura elevada e bem marcada na altura da maçaneta acompanha quase toda a lateral. Na dianteira, os faróis protuberantes em diagonal sobem pelo capô, que tem visual bem largo. Uma entrada de ar arredondada com faróis de milha nas pontas dão um toque de imponência ao modelo. No exterior, mais tecnologia em prol do desempenho. Com carroceria feita a partir de materiais leves e rígidos, como a fibra de carbono.

A expectativa da Lightning Car Company é que o GT já esteja circulando pelas estradas em 2010, e para os clientes mais afoitos, a montadora já aceita reservas mediante o pagamento de 15 mil libras -- aproximadamente R$ 47 mil. O preço estimado total da "máquina elétrica" deve girar em torno de 150 mil libras -- quase R$ 470 mil. A montadora que foi criada em 2006, levou apenas dois anos para mostrar o GT ao público. Logo, não é de estranhar se ele for comercializado na data prevista.
(por Karina Craveiro)

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