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13/08/2008 - 19h31

Mini chega ao Brasil com luxo e tecnologia de carro grande

Da Auto Press
A Inglaterra tem um histórico de produção de carros charmosos e requintados. Com um trabalho de sedução visual, até o Mini se tornou um clássico desejável, com suas referências à primeira versão. Atraente pelo estilo retrô, levemente preservado no relançamento em 2000, o compacto desembarca em definitivo por aqui -- com comercialização oficial -- a partir de 2009, quando a versão original completa 50 anos. Depois de Chile, Venezuela, Colômbia, Argentina e México, o Brasil finalmente despertou interesse.

Divulgação 
Lançado em 1959 na Inglaterra, o Mini reestilizado chega oficialmente ao Brasil no seu cinqüentenário, em 2009

A BMW, aliás, já estudava importar o carrinho desde 2005, mas só agora confirma a chegada do Mini, que tem preço estimado de sedãs mais luxosos -- em torno de R$ 100 mil -- como Peugeot 407, Citroën C5 e Hyundai Azera.

TEMPOS MODERNOS
Mas a marca alemã nem precisa se preocupar muito com vendas. Até porque o modelo é sucesso desde sua primeira versão, lançada em 1959, que vendeu 3,5 milhões de unidades em quatro décadas. Com a reestilizada, a meta não é muito diferente. O carrinho, que até participou de filmes, tem identidade visual marcante e deve chegar ao Brasil nas versões Mini Cooper S -- versão com roupagem mais "esportiva" que o Mini Cooper --, e Mini ClubMan, esta uma derivação station wagon. A versão mais "básica" Mini Cooper da marca inglesa também deve ser comercializada. Desde
2000, duas novas versões do médio foram lançadas. Em 2005, no Salão de Genebra, o Mini apresentou sua primeira versão conversível, desde sua primeira geração. Dois anos mais tarde, no Salão de Frankfurt, foi a vez da versão perua Mini ClubMan entrar em cena.

Em tempos modernos, o dois volumes não agrada somente pelas belas linhas tradicionais. Por baixo do capô, um motor BMW com propulsor 1.6 litros, 16 válvulas e 175 cv de potência. Em relação a velocidade máxima, o médio "premium" na versão Cooper S -- que mede 3,70 m de comprimento, 1,68 m de largura e 1,40 m de altura --, atinge 201 km/h. Já o modelo ClubMan, com medidas de 3,93 m de comprimento, 1,68 m de largura e 1,42 m de altura, tem performance arrojada e chega a 225 km/h. Em termos de aceleração, o modelinho é até valente e demora 7 segundos para atingir os 96 km.

Foto: Divulgação

Versão Clubman, perua, tem 3,93 m de comprimento e dá aula de acessibilidade
VEJA MAIS FOTOS DO MINI COOPER S E DO MINI CLUBMAN


No quesito segurança, o Mini também mostra que, apesar de ser um carro retrô, adota grande parte das parafernálias tecnológicas modernas. Ambas as versões chegam equipadas por seis airbags, sistema eletrônico de estabilidade, freios ABS e sensor de estacionamento. Todos os modelos da linha 2008 foram equipados com sistema regenerativo de freios, usado pela Toyota em seus veículos híbridos. Mesmo sendo a combustão, a BMW aplicou a tecnologia que aproveita a energia dos freios para ser reutilizada na bateria por meio do alternador. O sistema "Start/Stop" desliga o motor em paradas, como sinais de trânsito, ligando-o instantaneamente ao se pisar no acelerador -- proporcionando a economia de combustível em uso urbano.

50 ANOS DE MINI
O lançamento por aqui também veio a calhar com a data comemorada pela Mini. No próximo ano, a marca completa 50 anos, e a entrada definitiva dos modelos no mercado brasileiro é uma estratégia da montadora para elevar mais ainda a produção do dois volumes. Ainda no ano passado, a BMW havia feito investimentos na fábrica de Oxford, na Inglaterra, e tem planos de que até 2010, a produção de Minis chegue a 240 mil unidades por ano.

No Reino Unido, a versão básica Mini Cooper tem preço sugerido de 13.352 libras -- aproximadamente R$ 41 mil. Já o Mini ClubMan e o Cooper S são sugeridos por lá a partir de 14.245 e 16.245 libras, respectivamente R$ 44 mil e R$ 50 mil.

Atualmente, por importação independente, o Cooper S custa entre R$ 130 mil e R$ 150 mil. Já o ClubMan vai de R$ 167 mil até R$ 180 mil -- o que corresponde ao valor sem frete e sem pronta entrega. Só não vai ser muito fácil ver o queridinho retrô ser tão popular como é na Europa. Pelo menos não enquanto o status de "premium" estiver agregado ao preço.
por Karina Craveiro

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