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23/07/2008 - 13h14

IQA certifica qualidade de oficinas e retíficas; veja lista

Da Redação
Em tempo de popularização de tecnologia automotiva -- injeção eletrônica disseminada e debate sobre freios ABS e airbags em todos os carros nacionais, por exemplo -- e de reformulação dos principais modelos das grandes montadoras, cresce também a cobrança por maior preparo da rede de oficinas mecânicas, retíficas de motores e de fornecedores de peças. No país, onde até 80% da frota é consertada em oficinas independentes (não ligadas a montadoras e concessionárias, que em geral oferecem um atendimento mais qualificado, mas também a custo maior), cerca de 200 empresas possuem atualmente o certificação de qualidade no reparo automotivo, segundo dados do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), que emite o documento e fiscaliza o setor.

  • Veja a lista completa de serviços, oficinas e empresas atestados pelo IQA.

    Por enquanto, as oficinas atestadas pelo IQA podem ser encontradas em oito Estados -- Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo --, bem como nos países vizinhos de Mercosul, Paraguai e Uruguai. Já as retíficas de motores com certificação estão presentes em nove Estados -- Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Há também associadas para inspeção veicular e revisão de pneus.

    "As oficinas precisam se preparar para acompanhar as evoluções tecnológicas e também mudar a forma do atendimento ao consumidor, que hoje está mais exigente e possui muita informação", disse num comunicado o diretor do IQA, José Nogueira dos Santos.

    SEGURANÇA
    A promessa do sistema de certificação é passar maior segurança ao cliente, que veria o risco de ser atendido por profissionais despreparados (ou mesmo mal-intencionados) diminuir.

    "O IQA foi criado para que os consumidores tivessem uma fonte de segurança para saber onde deixar seu automóvel para conserto", informou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que chancelou o projeto do IQA ao lado do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) em 1995.

    Por outro lado, a empresa poderia cortar custos, com o acompanhamento de todo o processo de reparo e o melhor emprego de material e profissionais.

    EXAME DE CERTIFICAÇÃO DURA ATÉ 3 MESES
    Para obter o certificado de qualidade, a oficina passa por uma bateria de avaliações técnicas na qual são examinados instalações, equipamentos, materiais e produtos utilizados, bem como o modo de trabalho e o nível dos profissionais empregados.

    O processo também tem um custo, que varia de acordo com o tipo de serviço, o tamanho da empresa e o quanto ela vai precisar se movimentar para atender as orientações do IQA. Na média, o valor para uma oficina passar pela auditoria, obter o certificado e ganhar o direito de estampar o selo do instituto fica em torno de R$ 2.000.

    A certificação dura de dois a três meses e é feita seguindo padrões da ABNT (Agência Brasileira de Normas Técnicas). Depois disso, a empresa é incentivada a implantar e manter um padrão de qualidade, que segundo o IQA vai do treinamento da mão-de-obra na oficina e na recepção à definição de onde o carro do cliente será estacionado, além de como será feita a devolução, para "não entregar o carro sujo de graxa".

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