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08/07/2008 - 16h00

Carros importados passam de 1% do mercado em junho

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação
O clima de "pé no freio" das montadoras lá fora, com crise econômica nos Estados Unidos e alta do preço do petróleo generalizada, não está distante do Brasil apenas em relação às montadoras estabelecidas. A Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) divulgou números muito positivos nesta terça-feira (8), no balanço do primeiro semestre do ano.

A entidade afirma terem sido comercializados 13.522 veículos das marcas BMW, Ferrari, Kia, Maserati, Porsche, SsangYong e das recém-associadas Chrysler (que inclui Dodge e Jeep), Pagani e Effa até junho de 2008. Foram 3.873 no mesmo período de 2007 -- um aumento de 3,5 vezes. No total, contabilizando todas as montadoras, o número de novos importados que chegou ao país de janeiro a junho foi de 177.376.

  • Divulgação

    Se as grandes marcas comemoram o desempenho de vendas do primeiro semestre deste ano no Brasil, a chinesa Effa Motors, recém-chegada ao mercado, também sorri e não se incomoda com eventuais críticas. Claramente focada no filão mais popular do mercado, a montadora afirma ter chegado ao total de 77 unidades vendidas no atacado (às revendedoras) até o fechamento do mês de junho.

A associação celebra ainda o rompimento da "barreira psicológica de 1% de participação" no mercado automotor brasileiro em junho. O número oficial é de 3.473 automóveis importados no último mês do primeiro semestre, o que representa 1,31% do total de veículos de passageiros e utilitários leves vendidos no atacado (considerando o total repassado às revendas, que inclui os devidamente vendidos e emplacados e aqueles que ainda aguardam por compradores) no país. No ano, porém, a venda de importados ainda representa 0,95% do mercado interno de automóveis.

"É uma participação bastante agressiva, uma vez que mais que dobramos o participação percentual das marcas associadas à Abeiva", afima o presidente da entidade, Jörg Henning Dornbusch. Feitas as contas, a previsão para o restante do ano acabou sendo revisada e para cima. Se a perspectiva da associação era de comercializar até 22 mil unidades em 2008, Dornbusch fala agora em alcançar as 32 mil unidades até dezembro.

"Comemoramos o patamar de 1,31%, mas temos de considerar que poderia ser 3% ou 4%", disse o presidente da Abeiva, que afirmou estudar agora uma forma de negociar com a área técnica do governo para "agregar valor à sociedade na questão da mobilidade automotiva". Ou seja, facilitar o processo e fortalecer o segmento importador de automóveis.

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