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07/07/2008 - 18h25

Sem complexo de inferioridade, cupê Scirocco chega à 3ª geração na Europa

Da Auto Press
A Volkswagen tem boas lembranças das décadas de 60 a 90, quando os cupês Karmann Ghia e mais tarde, seu substituto Scirocco, circulavam pelas estradas. Mas a marca alemã cansou de ficar só na nostalgia. Depois de 16 anos, a montadora alemã traz de volta o Scirocco e espera resgatar o prestígio que tinha com o modelinho de duas portas, com nome emprestado de um vento mediterrâneo.

Fotos: Divulgação



A primeira aparição veio na forma do conceito Iroc, revelado em 2006 no Salão de Paris, que já apontava que uma nova geração chegaria em breve. O novo Scirocco debutou no último Salão de Genebra, em março, e acaba de ser apresentado à imprensa automotiva européia em Lisboa -- é fabricado em Palmela, na região metropolitana da capital portuguesa. A partir de agosto, volta ao mercado na Europa com design bastante moderno, bem parecido com o do protótipo Iroc.

O cupê chega com frente agressiva e grandes faróis escurecidos e em diagonal, bastante originais . No capô, dois vincos bem marcados dão um contorno ousado ao cupê, que mesmo tendo uma veia esportiva não chega a ser um bólido. Já a grade frontal apresentada no conceito foi subtituída por uma menor e mais discreta. As lanternas arredondas e bastante proeminentes avançam sobre a lateral do cupê, que ostenta uma linha de cintura bem alta. Os retrovisores laterais são equipados com luzes de direção embutidas.

MOTORIZAÇÃO
De acordo com as exigências européias, o Scirocco chega recheado de equipamentos de segurança: sistema anti-travamento de freios ABS, seis airbags, controle eletrônico de estabilidade, freios a disco e ainda um sistema de chassi adaptativo, capaz de calibrar os amortecedores por meio de solenóides. Feito sobre a plataforma do Golf de quinta geração, o cupê surge com quatro motorizações, três a gasolina com injeção direta e uma a diesel com "common rail" -- com 122 cv, 160 cv, 200 cv e 140 cv, respectivamente. Mas as versões não chegam todas juntas. Os motores 1.4 TSI com 160 cv e 200 cv, por exemplo, só devem estrear em setembro. Já a versão 2.0 litros a diesel de 140 cv tem previsão de chegada para novembro. Com dimensões que garantem a agilidade -- com 4,26 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,40 m de altura, e 2,57 m de entre-eixos --, o cupê promete bom desempenho na estrada e o propulsor 2.0 litros a diesel tem generoso torque de 28,5 kgfm a 1750 rpm.

Outro grande investimento da Volks foi em relação aos equipamentos internos. A transmissão do modelo automático de seis velocidades, conta com sistema de dupla embreagem, que deixa a marcha superior pré-engatada, e torna a troca mais rápida -- igual ao câmbio S-Tronic, usado pela Audi. Além dos itens "básicos" de série, como ar-condicionado de duas zonas, controle de cruzeiro, travas elétricas e volante multifuncional, o Scirocco chega com um sistema tecnológico bem avançado, com tela "touch screen" de 6,5 polegadas, integrada ao painel, que monitora o sistema de navegação GPS, telefonia via bluetooth, HD com 30 gigabytes e rádio com CD e MP3.

Como concorrência para seu mais novo cupê, a Volks enfrenta na Europa os modelos BMW Série 1, Volvo C30, Citroën C4 VTR, Opel Astra GTC e Renault Mégane. Com preço de saída a 23 mil euros (aproximadamente R$ 58 mil), a montadora alemã prevê vender 15 mil unidades ainda este ano.
(por Karina Craveiro)

PRIMEIRAS IMPRESSÕES DO 'HERDEIRO'
LISBOA, PORTUGAL - Muito aguardado pelos fãs da marca como herdeiro de um modelo amado, o Scirocco, assim como o novo Alfa Romeo MiTo, convence ainda mais ao vivo do que na fotografia. O design é agradável e equilibrado. Comparado ao conceito Iroc, talvez tenha perdido um pouco do glamour. O novo Volkswagen Scirocco traz um agradável contraste entre nostalgia e alta tecnologia. Equipado com motor 1.4 TSI -- com injeção direta de gasolina -- o carro faz lembrar os bons tempos. Com seus 122 cv, o cupê tem desempenho de zero a 100 km/h em apenas 8 segundos.
É possível se divertir graças ao desempenho das suspensões e do controle eletrônico de estabilidade. O interior é excelente, tanto na montagem quanto nos plásticos, que são muito bem-acabados. A forma de assentos traseiros relembra o dos anos 70 e são extremamente confortáveis e funcionais.
Na estrada, o Scirocco não decepciona. E a versão mais poderosa, a 2.0 litros com 200 cv, exibe bons resultados. O centro de gravidade baixo é controlado eletronicamente por sofisticadas suspensões derivadas diretamente a partir do sistema 'Audi Magnetic Ride'. A frenagem é rápida e eficiente, graças aos quatro freios a disco com generosas dimensões. As suspensões, dianteira McPherson e traseira Multi-Link comportam-se bem. O Scirocco chega pronto para enfrentar o BMW Série 1, sem o menor complexo de inferioridade.
(por Carlo Valente, do Infomotori.com/Itália, especial para Auto Press)

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