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06/07/2008 - 12h19

Na Europa, Logan deixa de ser só 'funcional' e busca a beleza

Da Auto Press
Desde de que foi lançado, no fim de 2004, o Logan é um sucesso de vendas na Europa. Porém, enquanto no Brasil o carro ostenta o losango da Renault, por lá ele recebe a bandeira da Dacia, montadora romena controlada pela marca francesa. Mas o apelo é o mesmo: baixo custo e amplo espaço interno para o segmento. Mas tudo tem seu preço. E no caso do sedã o sacrifíco recaía sobre a beleza. As linhas quadradas e o estilo demasiadamente racional eram desprovidos de qualquer charme. Agora, o sedã feito na Romênia recebeu uma discreta reestilização, normal para um modelo com quatro anos de mercado. No Brasil, onde o Logan não completou um ano, não há previsão para o face-litf, segundo a Renault.

As singelas mudanças visuais e no interior, de fato, valorizaram o carrinho, mas não chegam a forçar um reposicionamento no mercado. Na dianteira, o Logan ganhou uma grade semelhante à aplicada no hatch Sandero, que é feito sobre a mesma plataforma, a B0. O desenho dos faróis permanece igual, só que com uma nova divisão das seções internas. As mudanças mais significativas, no entanto, ficam com o pára-choques, que ganhou tomada de ar maior e nova seção para os faróis de neblina, e a barra cromada que sublinha o capô na divisa com a grade, que deixou o sedã compacto mais posudo. Nas laterais, foram acrescentadas duas luzes de direção acima dos pára-lamas dianteiros. De qualquer maneira, o desenho geral, bojudo, não sofreu qualquer alteração.

Fotos: divulgação


A dianteira do Dacia Logan, há quatro anos no mercado europeu, ficou mais elegante; a barra cromada repete-se na traseira e as lanternas têm ligeira alteração, mas permanecem triangulares



Em compensação, a traseira, talvez por ser a parte mais carente de beleza no Logan, foi a que recebeu maiores alterações. As lanternas mantêm o formato triangular, mas ganharam nova divisão das seções internas e um ressalto na extremidade superior. Esse mesmo ressalto se repete na tampa do porta-malas, na forma de um vinco que corta a traseira de lado a lado, como uma espécie de aerofólio embutido -- essa saliência já existia, embora mais discreta. O vinco em "V" logo acima do pára-choques some e dá lugar a uma barra cromada na base da tampa da mala. E assim, como na frente, o pára-choque ganhou novo desenho, com dois olhos-de-gato horizontais nas pontas.

No interior, as melhorias feitas no sedã compacto romeno foram copiadas do hatch Sandero. As saídas de ar no painel ganharam aros prateados e os puxadores das portas são maiores, do tipo alavanca -- que se ajustam no simplificado puxador, presentes nas versões básicas do Renault Logan brasileiro. Outra mudança importante foi a adição do terceiro encosto de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro do meio, itens inexistente no modelo nacional.

MOTORIZAÇÃO
O Dacia Logan pode receber cinco motores diferentes. Três propulsores são a gasolina: 1.4 litro de 76 cv, 1.6 de 91 cv e 1.6 16V com 106 cv. Há ainda dois motores diesel com 1.5 litro, em duas configurações. A primeira oferece potência de 71 cv, e a outra, 86 cv. Nessa reestilização, a parte mecânica ainda sofreu leves alterações. Como nas bitolas dianteiras e traseiras, 7 milímetros mais largas. O painel teve sua estrutura modificada para deformar-se de forma mais segura em colisões e proteger os joelhos do motorista e passageiro.

De série, o modelo recebe sistema antitravamento de freios ABS, com assistente de distribuição de frenagem e duplo airbag frontal. Na Europa, modelos sem estes equipamentos não encontram quem os levem para casa. Já no Brasil, o Renault Logan só oferece airbags de série na versão topo de linha, Privilège 1.6 16V. Quanto ao ABS, nem nela. E aí reside outra diferença gritante entre os modelos romeno e brasileiro: o preço.

O Dacia Logan é vendido na Europa a partir de 7.600 euros, ou R$ 19 mil, enquanto o brasileiro mais barato, Authentique 1.0 16V flex, sem airbag ou ABS e com motor menor, começa em R$ 28.990. O modelo de topo por lá vai a 12.850 euros -- ou R$ 32 mil. Aqui, o modelo mais equipado passa dos R$ 45 mil. (por Diogo de Oliveira)

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