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29/06/2008 - 00h03

Defesa do Consumidor abre processo contra Fiat por acidentes com Stilo

Da Agência Estado,
com Redação
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, instaurou nesta sexta-feira (27) processo administrativo contra a Fiat para investigar denúncias de que um suposto defeito no eixo da roda traseira do modelo Stilo tenha provocado ao menos oito acidentes. A montadora tem dez dias para apresentar defesa -- e diz que vai fazê-lo.

As denúncias afirmam que os acidentes teriam sido causados pelo desprendimento da roda traseira. Segundo nota divulgada pelo DPDC, a Fiat já havia sido notificada pelo órgão para apresentar seus esclarecimentos. "Em resposta, a empresa ignorou os diversos registros de acidentes divulgados e negou o cabimento de recall dos veículos", diz o comunicado. A Fiat já negou que os acidentes possam ter sido causados por falha do carro. Segundo a Folha Online, a empresa afirma que foram analisados os casos de seis clientes que se apresentaram alegando problemas com o eixo da roda traseira, e em todos eles laudos mostraram que a quebra do cubo da roda foi uma conseqüência do acidente, e não sua causa.

Dependendo das conclusões da investigação, a montadora poderá ser multada em até R$ 3 milhões, se ficar comprovado que introduziu no mercado veículos que trazem risco à saúde e à segurança do cliente.

De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", comunidades na Internet e sites especializados em automobilismo discutem, há mais de um mês, o que teria causado a soltura repentina das rodas do Stilo, pois os acidentes envolvendo o carro teriam características semelhantes: o motorista perde o controle após uma das rodas traseiras se soltar e, em seguida, o veículo gira na pista. Há várias fotos publicadas nesses fóruns, mas sua autenticidade e o contexto em que foram registradas não podem ser comprovados imediatamente.

"É um fato grave a empresa se recusar a fazer recall. O Código de Defesa do Consumidor tutela com propriedade a saúde e a segurança do usuário, que tem proteção administrativa, civil e penal", afirmou em nota a diretora substituta do DPDC, Juliana Pereira da Silva. (por Isabel Sobral, Cleide Silva e Eleni Trindade)

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